A ELEIÇÃO 2014 E O ADEUS AO TRABALHO

A ELEIÇÃO 2014 E O ADEUS AO TRABALHO

Escrito por: Marcello Azevedo Secretário de Relações do Trabalho da CUT RJ Publicado em: 02/09/2014 • Última modificação: 28/04/2015 - 17:38 Publicado em: 02/09/2014 Última modificação: 28/04/2015 - 17:38

Uma eleição presidencial antes de ser calcada entre perfis e histórias, deve ser pautadanos projetos que cada um representa e na visão de futuro que cada um propõe para o país em todos os aspectos da vida nacional. Nesta eleição temos 2 campos bem marcados, de um lado o campo do trabalho representado pela candidatura de Dilma Roussef e de outro o campo do capital em especial do capital financeiro representado pelas candidaturas de Marina e Aécio. Quero em especial me dedicar a escrever sobre o campo do capital (Aécio e Marina). Não sendo leviano em analisar versões mas efetivamente analisar os programas dos candidatos.

O programa do Aécio (PSDB) nós sabemos o que é, uma reedição do governo FHC que ficou conhecido por atacar trabalhadores até com tanques de guerra como fez com os petroleiros e causou o maior desemprego da nossa história, tem o mesmo receituário que retirou direitos, criou o fator previdenciário, queria acabar com a CLT,acabar com as férias , acabar com o 13º Salário e juros altos, inflação e tudo mais sobre as costas dos trabalhadores e um processo criminoso de privatização, era o governo do FMI , do Banco Mundial e da Alca ou seja o governo do estado mínimo e do prejuízo máximo para os trabalhadores da ativa ou aposentados, basta ver o que foram os anos FHC e suas consequências para o Brasil e pergunte-se se vale a pena ver de novo pois o Aécio reivindica tal lógica o tempo todo.

A Candidata Marina (PSB) que posa da “nova” política com o velho capitalismo tem na sua equipe econômica os mesmos membros da equipe econômica de FHC ou seja defende a mesma política econômica dos tucanos e mais, tem o economista que foi responsável pelo confisco das poupanças no governo Collor, ou seja além de atacar os direitos dos trabalhadores ainda pode estar embutido um confisco das poupanças. Pois é a candidata dos bancos, como ela mesma assume publicamente, fará tudo que o sistema financeiro privado mandar sem pestanejar, basta ver a defesa que faz da “independência” do Banco Central que na prática seria entregar a política de juros e afins nas mãos de banqueiros privados e sabemos bem no que vai dar. Mais Juros, menos empregos e menos desenvolvimento.

Um capítulo em especial do programa da Marina sinaliza o maior ataque a direito e conquistas da classe trabalhadora. O capítulo sobre terceirização contido nas páginas 75 e 76 é uma confissão de que sobre os trabalhadores e suas organizações que Marina vai tentar montar seu projeto econômico. No programa dela ou melhor seria dizer do capital financeiro está colocada toda a cantilena patronal de que terceirização iria aumentar a produtividade , a questão da eficiência , as disputas judicias que do ponto de vista da Marina são entraves ao desenvolvimento, ou seja, retirar direitos é para a candidata dos bancos o único caminho para o desenvolvimento, mesmo que afronte a constituição em diversos artigos, que atinja a dignidade humana e destrua o papel social do trabalho , pois a lógica é terceirizar tudo sem restrições.

Uma grande empresa, no modelo defendido por Marina Silva, nem mesmo precisaria ter trabalhadores. Poderia ter apenas contratos com outras empresas, que alugariam trabalhadores para o empresário, reduzindo o trabalhador a uma mera mercadoria. E estas outras empresas terceirizadas, por sua vez, também não necessitariam ter trabalhadores: poderiam alugá-los de uma outra empresa, quarteirização (ou quinterizada) como afirmam vários juristas. A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores,tal fato aniquilará a representação sindical, e acaba na prática com qualquer possibilidade de liberdade e autonomia sindical. Os efeitos da terceirização são tão nefastoselevam significativamente de mortos em função de acidentes de trabalho, Os efeitos óbvios de tal política além de atacar a classe trabalhadora como um todo seria a redução do emprego e aumento da sua precariedade, redução do consumo, crise econômica, aumento da desigualdade social e o caos.

Nesta eleição o trabalhador temlado, pois as candidaturas Aécio e Marina não vão poupar nem o aumento do salário mínimo. Se vitoriosos nesta eleição será viva o capital e adeus ao trabalho, pois a modernidade de Aécio e a novidade de Marina são o obscurantismo político e o regresso a Casa Grande-Senzala nas Relações de Trabalho.




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