Após atos, golpistas começam a colecionar derrotas

Com a massiva presença dos trabalhadores e movimentos sociais nas ruas, avanços pela democracia são sentidos em várias frentes.

Escrito por: CUT • Publicado em: 18/12/2015 - 18:33 Escrito por: CUT Publicado em: 18/12/2015 - 18:33

Nando Neves

Os esforços golpistas sofreram grande derrota nos últimos dias. As decisões do STF na última quinta-feira (17) dificultam o caminho para aqueles que pretendem por um fim a democracia brasileira. Setores da sociedade que pouco se importam com o trabalhador davam como certa a vitória do Ministro Fachin, mas os movimentos sociais tomaram as ruas de maneira que era impossível de negar.



Tentaram de todas as formas desmerecer e diminuir a massiva presença popular nos atos do último dia 16 de dezembro e novamente a rapidez da militância contradisse os  boatos e mentiras. A vontade do povo foi amplificada pelos vídeos de apoio a democracia que diversos artistas, políticos e pessoas de história ilibada liberaram em seus perfis pessoais na internet.


Nas redes sociais, a hashtag #EsseImpeachmentÉGolpe tomou conta do twitter e do facebook, demonstrando claramente o poder de mobilização da classe trabalhadora e da sociedade que defende a democracia. Não ao golpe. Fora Cunha. Palavras de ordem que ecoaram também nas ruas de várias cidades do Brasil.

A Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, recebeu um público superior a 12 mil pessoas em seu auge, às 20 horas. Durante todo o dia, diversos artistas e lideranças disseram o motivo pelo qual não deixarão que o golpe aconteça. Osmar Prado, que em seu vídeo compartilhado no facebook mais de 11 mil vezes e visto por mais de 264 mil pessoa, fez uma emocionante fala em defesa da legalidade democrática e não se curvou aos que agora bravejam xingamentos contra ele.

A Avenida Paulista ficou tomada por uma multidão  - 100 mil pessoas  – protestando contra a tentativa – contra o atentado, na verdade, feito à democracia brasileira. Pessoas que têm consciência de que mudanças precisam acontecer sim, mas um impeachment orquestrado não é o caminho. Pelo contrário, é a porta de entrada para que o país mergulhe num período de ataques aos direitos dos trabalhadores, aos direitos do cidadãos.

A CUT, centrais e movimentos sociais se organizaram para defender, em primeiro lugar, esse conceito de democracia. E quando se fala em golpe, o significado é simples: segundo os mais renomados juristas do Brasil, não há base jurídica para que um impeachment transcorra. Contra Dilma Rousseff, não há  nenhuma acusação de crime.

Presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas reforçou a contrariedade ao golpe de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de setores que não aceitaram ainda o resultado popular. "Estamos aqui para pedir o ‘Fora Cunha’, que é uma excrescência, um desqualificado na presidência da Câmara dos Deputados, e para pedir o fim do ajuste fiscal e a mudança da política econômica.O golpista que quer tirar Dilma, é o mesmo que quer rasgar a CLT, acabar com a previdência por tempo de serviço, é o mesmo que não tolera o direito dos negros e das mulheres. Somos contra o impeachment, mas nosso cheque não é em branco, queremos a Dilma que nós elegemos", disse. 

Da mesma forma, o secretário Geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, avaliou que governo Dilma precisa mudar a forma como tem conduzido a economia brasileira. "O ajuste fiscal está levando o país para a recessão e para o desemprego. Não aceitamos medidas como cortes nos programas sociais na moradia e na educação. É preciso que o governo que foi eleito governe", pontuou 

Já o presidente da CTB, Adilson Araújo, lembrou também que aqueles que arquitetam o impeachment são os mesmos que, no passado, se curvaram aos interesses econômicos de países como os Estados Unidos. Os mesmos que entregaram o patrimônio brasileiro ao capital privado. E que hoje, lembra, falam em corrupção.

No Rio de Janeiro o presidente da CUT Rio, Marcelinho, ressaltou que o governo tem que avançar muito, mas que não podemos tolerar o retrocesso e acima de tudo, não podemos deixar que a democracia conquistada nas ruas seja destruída. Aos que ainda tentam, o recado é direto “Vocês vão ter que aturar o povo no poder.”.

 

Título: Após atos, golpistas começam a colecionar derrotas, Conteúdo: Os esforços golpistas sofreram grande derrota nos últimos dias. As decisões do STF na última quinta-feira (17) dificultam o caminho para aqueles que pretendem por um fim a democracia brasileira. Setores da sociedade que pouco se importam com o trabalhador davam como certa a vitória do Ministro Fachin, mas os movimentos sociais tomaram as ruas de maneira que era impossível de negar. Tentaram de todas as formas desmerecer e diminuir a massiva presença popular nos atos do último dia 16 de dezembro e novamente a rapidez da militância contradisse os  boatos e mentiras. A vontade do povo foi amplificada pelos vídeos de apoio a democracia que diversos artistas, políticos e pessoas de história ilibada liberaram em seus perfis pessoais na internet. Nas redes sociais, a hashtag #EsseImpeachmentÉGolpe tomou conta do twitter e do facebook, demonstrando claramente o poder de mobilização da classe trabalhadora e da sociedade que defende a democracia. Não ao golpe. Fora Cunha. Palavras de ordem que ecoaram também nas ruas de várias cidades do Brasil. A Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, recebeu um público superior a 12 mil pessoas em seu auge, às 20 horas. Durante todo o dia, diversos artistas e lideranças disseram o motivo pelo qual não deixarão que o golpe aconteça. Osmar Prado, que em seu vídeo compartilhado no facebook mais de 11 mil vezes e visto por mais de 264 mil pessoa, fez uma emocionante fala em defesa da legalidade democrática e não se curvou aos que agora bravejam xingamentos contra ele. A Avenida Paulista ficou tomada por uma multidão  - 100 mil pessoas  – protestando contra a tentativa – contra o atentado, na verdade, feito à democracia brasileira. Pessoas que têm consciência de que mudanças precisam acontecer sim, mas um impeachment orquestrado não é o caminho. Pelo contrário, é a porta de entrada para que o país mergulhe num período de ataques aos direitos dos trabalhadores, aos direitos do cidadãos. A CUT, centrais e movimentos sociais se organizaram para defender, em primeiro lugar, esse conceito de democracia. E quando se fala em golpe, o significado é simples: segundo os mais renomados juristas do Brasil, não há base jurídica para que um impeachment transcorra. Contra Dilma Rousseff, não há  nenhuma acusação de crime. Presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas reforçou a contrariedade ao golpe de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de setores que não aceitaram ainda o resultado popular. Estamos aqui para pedir o ‘Fora Cunha’, que é uma excrescência, um desqualificado na presidência da Câmara dos Deputados, e para pedir o fim do ajuste fiscal e a mudança da política econômica.O golpista que quer tirar Dilma, é o mesmo que quer rasgar a CLT, acabar com a previdência por tempo de serviço, é o mesmo que não tolera o direito dos negros e das mulheres. Somos contra o impeachment, mas nosso cheque não é em branco, queremos a Dilma que nós elegemos, disse.  Da mesma forma, o secretário Geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, avaliou que governo Dilma precisa mudar a forma como tem conduzido a economia brasileira. O ajuste fiscal está levando o país para a recessão e para o desemprego. Não aceitamos medidas como cortes nos programas sociais na moradia e na educação. É preciso que o governo que foi eleito governe, pontuou  Já o presidente da CTB, Adilson Araújo, lembrou também que aqueles que arquitetam o impeachment são os mesmos que, no passado, se curvaram aos interesses econômicos de países como os Estados Unidos. Os mesmos que entregaram o patrimônio brasileiro ao capital privado. E que hoje, lembra, falam em corrupção. No Rio de Janeiro o presidente da CUT Rio, Marcelinho, ressaltou que o governo tem que avançar muito, mas que não podemos tolerar o retrocesso e acima de tudo, não podemos deixar que a democracia conquistada nas ruas seja destruída. Aos que ainda tentam, o recado é direto “Vocês vão ter que aturar o povo no poder.”.  



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