Ato ecumênico fará homenagem à professora Maria Helena Moreira Alves

Cerimônia será no dia 23 de setembro, às 18h, no Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória)

Escrito por: Agência Petroleira de Notícias • Publicado em: 18/09/2015 - 16:33 Escrito por: Agência Petroleira de Notícias Publicado em: 18/09/2015 - 16:33

Ativistas dos direitos humanos, intelectuais, sindicalistas e militantes de partidos políticos farão um ato ecumênico em homenagem à professora Maria Helena Moreira  Alves. Será no dia 23 de setembro, às 18h, no Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória). O Reverendo Mozart Noronha conduzirá a Cerimônia.

Maria Helena dedicou sua vida na construção de uma sociedade democrática, com distribuição de renda, equidade de Gênero e de Raça. Esteve à frente na luta contra o Regime Militar e coordenou, no Rio, em 1980, o fundo de apoio à greve dos trabalhadores do ABC. Esteve, também, entre as intelectuais que foram para as ruas defender a fundação do Partido dos Trabalhadores.

Teve um papel importante no debate sobre o novo sindicalismo, que resultou na fundação da CUT. Pavimentou os caminhos dos intercâmbios internacionais, para que diferentes entidades brasileiras, defensoras dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, fossem reconhecidas e respeitadas na América Latina, América Central e Europa.

Foi uma incansável defensora de uma articulação política dos países da América do Sul, como estratégia de resistência às intervenções neoliberais. Maria Helena deixa uma enorme produção literária e, com certeza, continuará indicando novos rumos, perspectivas e estratégias que visam consolidar uma sociedade justa e um Estado comprometido com os Direitos Humanos. Maria Helena Moreira Alves era casada com o sindicalista Chileno José Valentin e deixa um casal de filhos.

Seu último livro, “Vivendo no Fogo Cruzado”, lançado em 2013, avalia as políticas de segurança adotadas pelos governadores do Rio de Janeiro desde a redemocratização, enfatizando avanços e recuos, sempre relacionados a interesses políticos, em relação ao foco em direitos humanos, e questionando o futuro das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), até agora instituídas somente nas favelas da zona sul da Cidade Maravilhosa, as menos violentas e mais próximas dos bairros de classe média.

Por meio de depoimentos dos próprios moradores das favelas e líderes comunitários, os autores mostram o terror a que eles estão submetidos, sem deixar de apontar a precariedade e o medo que predomina também entre os policiais – mal remunerados e mal preparados.

Integram o livro, ainda, entrevistas com especialistas em segurança pública e políticos, como Lula, quando ele ainda era presidente, Fernando Henrique Cardoso e o governador Sérgio Cabral. Paulo Sérgio Pinheiro assina o prefácio: “Depois da publicação dos resultados desta monumental pesquisa, ninguém poderá alegar não saber o que aconteceu (e o que continua acontecendo) durante a ocupação militar dos morros e comunidades populares na Cidade Maravilhosa”.

Maria Helena Moreira Alves nasceu no Rio de Janeiro – PhD em ciências políticas do MIT (Massachusetts Instituto of. Technology), especialista em direitos humanos e política internacional. Professora aposentada de Ciência Política e Economia (UERJ), tendo também ensinado no Amherst College, na University of Wisconsin (Madison) e na University of New México nos EUA.

Informações pelos telefones: (21) 988758653  Ângela Picaluga; e (21) 97107-37-93 Ana Cruz

Título: Ato ecumênico fará homenagem à professora Maria Helena Moreira Alves, Conteúdo: Ativistas dos direitos humanos, intelectuais, sindicalistas e militantes de partidos políticos farão um ato ecumênico em homenagem à professora Maria Helena Moreira  Alves. Será no dia 23 de setembro, às 18h, no Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória). O Reverendo Mozart Noronha conduzirá a Cerimônia. Maria Helena dedicou sua vida na construção de uma sociedade democrática, com distribuição de renda, equidade de Gênero e de Raça. Esteve à frente na luta contra o Regime Militar e coordenou, no Rio, em 1980, o fundo de apoio à greve dos trabalhadores do ABC. Esteve, também, entre as intelectuais que foram para as ruas defender a fundação do Partido dos Trabalhadores. Teve um papel importante no debate sobre o novo sindicalismo, que resultou na fundação da CUT. Pavimentou os caminhos dos intercâmbios internacionais, para que diferentes entidades brasileiras, defensoras dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, fossem reconhecidas e respeitadas na América Latina, América Central e Europa. Foi uma incansável defensora de uma articulação política dos países da América do Sul, como estratégia de resistência às intervenções neoliberais. Maria Helena deixa uma enorme produção literária e, com certeza, continuará indicando novos rumos, perspectivas e estratégias que visam consolidar uma sociedade justa e um Estado comprometido com os Direitos Humanos. Maria Helena Moreira Alves era casada com o sindicalista Chileno José Valentin e deixa um casal de filhos. Seu último livro, “Vivendo no Fogo Cruzado”, lançado em 2013, avalia as políticas de segurança adotadas pelos governadores do Rio de Janeiro desde a redemocratização, enfatizando avanços e recuos, sempre relacionados a interesses políticos, em relação ao foco em direitos humanos, e questionando o futuro das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), até agora instituídas somente nas favelas da zona sul da Cidade Maravilhosa, as menos violentas e mais próximas dos bairros de classe média. Por meio de depoimentos dos próprios moradores das favelas e líderes comunitários, os autores mostram o terror a que eles estão submetidos, sem deixar de apontar a precariedade e o medo que predomina também entre os policiais – mal remunerados e mal preparados. Integram o livro, ainda, entrevistas com especialistas em segurança pública e políticos, como Lula, quando ele ainda era presidente, Fernando Henrique Cardoso e o governador Sérgio Cabral. Paulo Sérgio Pinheiro assina o prefácio: “Depois da publicação dos resultados desta monumental pesquisa, ninguém poderá alegar não saber o que aconteceu (e o que continua acontecendo) durante a ocupação militar dos morros e comunidades populares na Cidade Maravilhosa”. Maria Helena Moreira Alves nasceu no Rio de Janeiro – PhD em ciências políticas do MIT (Massachusetts Instituto of. Technology), especialista em direitos humanos e política internacional. Professora aposentada de Ciência Política e Economia (UERJ), tendo também ensinado no Amherst College, na University of Wisconsin (Madison) e na University of New México nos EUA. Informações pelos telefones: (21) 988758653  Ângela Picaluga; e (21) 97107-37-93 Ana Cruz



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