Ato em defesa da indústria naval e do Comperj reúne 10 mil

Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói deu o tom da passeata e comandou os protestos pelas ruas da cidade e do Centro do Rio

Escrito por: Imprensa STIMMMENI - Fotos: Willian Chaves (WMC Assessoria) • Publicado em: 25/08/2015 - 16:41 • Última modificação: 25/08/2015 - 16:49 Escrito por: Imprensa STIMMMENI - Fotos: Willian Chaves (WMC Assessoria) Publicado em: 25/08/2015 - 16:41 Última modificação: 25/08/2015 - 16:49

Willian Chaves (WMC Assessoria)

Metalúrgicos, professores, funcionários públicos, trabalhadores do Comperj e autoridades de 13 municípios participaram do ato “Juntos pelo Comperj” e “Niterói em defesa da Indústria Naval” nesta segunda-feira (24) em passeata no centro do Rio e uma grande manifestação no edifício sede da Petrobras. Cerca de dez mil pessoas pediam a retomada das obras e investimentos.

O ato foi organizado pelo Conleste - Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense formado por municípios fluminenses da área de impacto do COMPERJ. Em Niterói, o Sindicato dos Metalúrgicos deu o tom da passeata e comandou os protestos pelas ruas da cidade e do centro do Rio.

Um grupo formado por prefeitos, sindicalistas e deputados se reuniu com uma comissão de dirigentes da Petrobras. O presidente da estatal, Aldemir Bendine, mais uma vez ignorou os protestos e não se encontrava na empresa. A empresa informou nos próximos dias haverá um anúncio de contratação de novos projetos no Comperj. Já sobre a indústria naval, uma nova reunião deverá ser marcada para uma proposta mais conclusiva por parte de estatal nos próximos 30 dias.

O presidente do Sindicato, Edson Rocha, atribuiu a atitude de Bendine como uma falta de respeito aos trabalhadores e às autoridades.

“O presidente desta casa (Petrobras) é muito desrespeitoso. É inadmissível que 15 prefeitos participam do protesto. Ele manda subir três e nós dirigentes sindicais para chegar lá e não nos dizer nada. Não disse nada de novo. O que eles falaram faz parte do projeto que a Petrobras tem que executar de um jeito ou de outro. Então não nos resta outra coisa a não ser dizer “Saia daí Bendine. Fora Bendine! Para de tratar essa empresa como banco. Ele só quer ganhar nome em cima da Petrobras. O presidente da Petrobras está se achando ‘Deus’, mas não é. As respostas dadas hoje nos dão perspectivas de novos empregos no Comperj apenas em 2017.  Nós devemos nos manter mobilizados e vamos jogar o Bendine no chão”, desabafa Edson.

O prefeito de Niterói afirmou que a mobilização em torno das duas causas vai continuar.

"Esse movimento tem que continuar porque é um ato que reúne prefeitos de todas as cidades, empresários e trabalhadores. A economia regional e o Rio de Janeiro não podem mais sofrer com a lentidão para a retomada dos investimentos no Comperj e na indústria naval. Uma comissão da Petrobras recebeu os prefeitos, anotou todas as nossas intervenções e vamos continuar com essa mobilização que tem caráter superpartidário", disse o prefeito.

O prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, disse que a nova reunião está prevista para acontecer em 30 dias.

"Esperamos que a comissão da Petrobras nos atenda daqui a 30 dias conforme foi marcado. Do contrário, os prefeitos vão se reunir, fazer outro tipo de ato e ir à Brasília conversar com a presidenta Dilma", disse.

Além do prefeito de Niterói e Helil, outros prefeitos também participaram do ato: Franciane da Conceição Motta (Saquarema); Neilton Mulim (São Gonçalo); Válber Marcelo (Tanguá); Waldecy Machado (Cachoeiras de Macacu); Nestor Vidal (Magé); Wanderson Gimenes (Silva Jardim); Marcos Aurélio Dias (Guapimirim) e Solange Almeida  (Rio Bonito).

Os deputados Waldeck Carneiro (PT), Milton Rangel (PSD), Paulo Ramos (PSOL), Chico D`Angelo (PT), Altineu Cortes (PR), Jandira Feghali (PCdoB) e Sadinoel (PT). Também compareceu o deputado federal Francisco Floriano (PR-RJ).

 

 

 

 

Título: Ato em defesa da indústria naval e do Comperj reúne 10 mil, Conteúdo: Metalúrgicos, professores, funcionários públicos, trabalhadores do Comperj e autoridades de 13 municípios participaram do ato “Juntos pelo Comperj” e “Niterói em defesa da Indústria Naval” nesta segunda-feira (24) em passeata no centro do Rio e uma grande manifestação no edifício sede da Petrobras. Cerca de dez mil pessoas pediam a retomada das obras e investimentos. O ato foi organizado pelo Conleste - Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense formado por municípios fluminenses da área de impacto do COMPERJ. Em Niterói, o Sindicato dos Metalúrgicos deu o tom da passeata e comandou os protestos pelas ruas da cidade e do centro do Rio. Um grupo formado por prefeitos, sindicalistas e deputados se reuniu com uma comissão de dirigentes da Petrobras. O presidente da estatal, Aldemir Bendine, mais uma vez ignorou os protestos e não se encontrava na empresa. A empresa informou nos próximos dias haverá um anúncio de contratação de novos projetos no Comperj. Já sobre a indústria naval, uma nova reunião deverá ser marcada para uma proposta mais conclusiva por parte de estatal nos próximos 30 dias. O presidente do Sindicato, Edson Rocha, atribuiu a atitude de Bendine como uma falta de respeito aos trabalhadores e às autoridades. “O presidente desta casa (Petrobras) é muito desrespeitoso. É inadmissível que 15 prefeitos participam do protesto. Ele manda subir três e nós dirigentes sindicais para chegar lá e não nos dizer nada. Não disse nada de novo. O que eles falaram faz parte do projeto que a Petrobras tem que executar de um jeito ou de outro. Então não nos resta outra coisa a não ser dizer “Saia daí Bendine. Fora Bendine! Para de tratar essa empresa como banco. Ele só quer ganhar nome em cima da Petrobras. O presidente da Petrobras está se achando ‘Deus’, mas não é. As respostas dadas hoje nos dão perspectivas de novos empregos no Comperj apenas em 2017.  Nós devemos nos manter mobilizados e vamos jogar o Bendine no chão”, desabafa Edson. O prefeito de Niterói afirmou que a mobilização em torno das duas causas vai continuar. Esse movimento tem que continuar porque é um ato que reúne prefeitos de todas as cidades, empresários e trabalhadores. A economia regional e o Rio de Janeiro não podem mais sofrer com a lentidão para a retomada dos investimentos no Comperj e na indústria naval. Uma comissão da Petrobras recebeu os prefeitos, anotou todas as nossas intervenções e vamos continuar com essa mobilização que tem caráter superpartidário, disse o prefeito. O prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, disse que a nova reunião está prevista para acontecer em 30 dias. Esperamos que a comissão da Petrobras nos atenda daqui a 30 dias conforme foi marcado. Do contrário, os prefeitos vão se reunir, fazer outro tipo de ato e ir à Brasília conversar com a presidenta Dilma, disse. Além do prefeito de Niterói e Helil, outros prefeitos também participaram do ato: Franciane da Conceição Motta (Saquarema); Neilton Mulim (São Gonçalo); Válber Marcelo (Tanguá); Waldecy Machado (Cachoeiras de Macacu); Nestor Vidal (Magé); Wanderson Gimenes (Silva Jardim); Marcos Aurélio Dias (Guapimirim) e Solange Almeida  (Rio Bonito). Os deputados Waldeck Carneiro (PT), Milton Rangel (PSD), Paulo Ramos (PSOL), Chico D`Angelo (PT), Altineu Cortes (PR), Jandira Feghali (PCdoB) e Sadinoel (PT). Também compareceu o deputado federal Francisco Floriano (PR-RJ).        



Informativo CUT RJ

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.