Bancários aprovam propostas nos bancos privados e no Banco do Brasil

Propostas foram apresentadas após uma longa negociação que entrou pela madrugada

Escrito por: Bancáriosrio • Publicado em: 07/10/2016 - 15:43 Escrito por: Bancáriosrio Publicado em: 07/10/2016 - 15:43

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Na quinta-feira, 6, os bancários do Rio do setor privado aprovaram, por ampla maioria, a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) em assembleia realizada no auditório do Sindicato.A proposta foi apresentada após uma longa negociação que se estendeu por toda a madrugada de ontem, pondo fim ao movimento grevista que durou 31 dias. No Banco do Brasil, os funcionários também aprovaram a proposta geral e específica e o retorno ao trabalho.
Referência de luta
Na avaliação da presidenta do Sindicato Adriana Nalesso, o acordo é positivo do ponto de vista da mobilização e da capacidade de luta da categoria num contexto político tão desfavorável. "Sabemos que a proposta não é a ideal e é evidente que todos queremos aumento real e a reposição da inflação. Mas diante de um contexto político tão desfavorável, em que os banqueiros e este governo controlam a economia do país, patrocinam partidos políticos e financiam a grande mídia, parar mais de um mês em todo o território nacional foi um feito histórico. Fizemos o que nenhuma outra categoria no Brasil foi capaz de realizar. Tenho orgulho do exemplo de organização, unidade e mobilização que bancários e bancárias deram ao país", disse a presidenta do Sindicato Adriana Nalesso.
Práticas antissindicais
Não faltaram críticas às práticas antissindicais dos bancos, que recorreram à truculência policial, se utilizaram do interdito proibitório, assediaram e pressionaram bancários para que voltassem ao trabalho. O Itaú superou todas as demais instituições financeiras nas artimanhas para tentar, em vão, coibir o movimento.
Adriana considerou relevante também o abono de todos os dias parados, já que isto reafirma o direito de greve dos trabalhadores e contribui para a continuidade da mobilização, que não termina com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho. Explicou ainda que o acordo bianual não imobiliza a luta dos trabalhadores, pois há outras demandas além dos itens econômicos, como a garantia no emprego; o combate ao assédio moral e as metas abusivas; o fim da discriminação das mulheres nos bancos e a busca por melhores condições de saúde, trabalho e segurança. Lembrou do desafio da classe trabalhadora de se unir contra os projetos que o governo Temer quer impor aos brasilerios, como o da terceirização e o do negociado sobre o legislado, além das reformas da previdência e trabalhista.
Lógica do aumento real
O diretor da Secretaria de Saúde do Sindicato Gilberto leal, destacou a importância de garantir aumento real para 2017 numa conjuntura em que o governo quer arrochar salários e retirar direitos. "A maior vitória política desta campanha foi garantir para 2017, a lógica do aumento real, já que os bancos e o governo queriam sepultar, nesta campanha e em definitivo, esta conquista histórica garantida desde 2003", destaca.
Foi aprovada ainda uma moção de repúdio à ação judicial da OAB que queria obrigar a abertura das agências para atender advogados e impor multas, caso os sindicatos descumprissem a decisão. A ação não conseguiu garantir o seu objetivo.

Título: Bancários aprovam propostas nos bancos privados e no Banco do Brasil, Conteúdo: Na quinta-feira, 6, os bancários do Rio do setor privado aprovaram, por ampla maioria, a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) em assembleia realizada no auditório do Sindicato.A proposta foi apresentada após uma longa negociação que se estendeu por toda a madrugada de ontem, pondo fim ao movimento grevista que durou 31 dias. No Banco do Brasil, os funcionários também aprovaram a proposta geral e específica e o retorno ao trabalho. Referência de luta Na avaliação da presidenta do Sindicato Adriana Nalesso, o acordo é positivo do ponto de vista da mobilização e da capacidade de luta da categoria num contexto político tão desfavorável. Sabemos que a proposta não é a ideal e é evidente que todos queremos aumento real e a reposição da inflação. Mas diante de um contexto político tão desfavorável, em que os banqueiros e este governo controlam a economia do país, patrocinam partidos políticos e financiam a grande mídia, parar mais de um mês em todo o território nacional foi um feito histórico. Fizemos o que nenhuma outra categoria no Brasil foi capaz de realizar. Tenho orgulho do exemplo de organização, unidade e mobilização que bancários e bancárias deram ao país, disse a presidenta do Sindicato Adriana Nalesso. Práticas antissindicais Não faltaram críticas às práticas antissindicais dos bancos, que recorreram à truculência policial, se utilizaram do interdito proibitório, assediaram e pressionaram bancários para que voltassem ao trabalho. O Itaú superou todas as demais instituições financeiras nas artimanhas para tentar, em vão, coibir o movimento. Adriana considerou relevante também o abono de todos os dias parados, já que isto reafirma o direito de greve dos trabalhadores e contribui para a continuidade da mobilização, que não termina com a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho. Explicou ainda que o acordo bianual não imobiliza a luta dos trabalhadores, pois há outras demandas além dos itens econômicos, como a garantia no emprego; o combate ao assédio moral e as metas abusivas; o fim da discriminação das mulheres nos bancos e a busca por melhores condições de saúde, trabalho e segurança. Lembrou do desafio da classe trabalhadora de se unir contra os projetos que o governo Temer quer impor aos brasilerios, como o da terceirização e o do negociado sobre o legislado, além das reformas da previdência e trabalhista. Lógica do aumento real O diretor da Secretaria de Saúde do Sindicato Gilberto leal, destacou a importância de garantir aumento real para 2017 numa conjuntura em que o governo quer arrochar salários e retirar direitos. A maior vitória política desta campanha foi garantir para 2017, a lógica do aumento real, já que os bancos e o governo queriam sepultar, nesta campanha e em definitivo, esta conquista histórica garantida desde 2003, destaca. Foi aprovada ainda uma moção de repúdio à ação judicial da OAB que queria obrigar a abertura das agências para atender advogados e impor multas, caso os sindicatos descumprissem a decisão. A ação não conseguiu garantir o seu objetivo.



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