Bancários lançam Campanha Salarial 2015 nas ruas de Niterói

Categoria reivindica 16% de reajuste salarial e defesa do emprego, entre outras propostas

Escrito por: Sindicato dos Bancários de Niterói • Publicado em: 11/09/2015 - 17:24 Escrito por: Sindicato dos Bancários de Niterói Publicado em: 11/09/2015 - 17:24

Sindicato dos Bancários de Niterói O tema da Campanha Nacional é “Exploração não tem perdão”.

O Sindicato dos Bancários de Niterói e região lançou oficialmente, nesta quinta-feira (10), a Campanha Salarial 2015. Diretores da entidade fizeram uma passeata pela Avenida Amaral Peixoto, no centro de Niterói, com diversos atos em frente às agências bancárias do local. Um enterro simbólico dos banqueiros e a apresentação teatral da Cia de Emergência Teatral demonstrando a exploração dos bancos e os altos lucros traduziram de forma lúdica o que vive os bancários no cotidiano do trabalho. Toda atividade foi acompanhada de uma banda de música com marchinhas fúnebres e de carnaval. Em 2015, os bancários buscam 16% de reajuste salarial, tíquete alimentação de R$ 788,00 e a defesa do emprego. O tema da Campanha Nacional é “Exploração não tem perdão”.

Placas com as palavras: Ganância; Terceirização; Irresponsabilidade; Mentiras e Assédio foram apresentadas aos transeuntes. Uma carta aberta foi entregue à população de Niterói alertando para os altos índices de lucros dos principais bancos apenas no primeiro semestre deste ano. O documento prova que a crise que afeta o país não atingiu as instituições financeiras. As cifras ultrapassam R$ 40 bilhões em lucros.

Apesar dos números positivos, os bancos não avançaram nas três primeiras rodadas de negociações que aconteceram no fim de agosto e início de setembro, em São Paulo, entre representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Fenaban. Os temas das primeiras reuniões foram: saúde, emprego e igualdade de oportunidades.

Nos primeiros sete meses deste ano os bancos que operam no Brasil fecharam 5.864 postos de trabalho, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB). As reduções mais expressivas ocorreram no Rio de Janeiro (-1023), São Paulo (-782) e Minas Gerais (-618) e Rio Grande do Sul (-579). Os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo. Eles eliminaram 3.715 empregos.

“Estamos nas ruas para mostrar à população o que acontece dentro dos bancos. Irresponsabilidade, mentira, assédio, terceirização, condições de trabalho precárias e assim, demonstrarmos de forma bem-humorada o que os bancários passam dentro das agências. A campanha já começou e tivemos três rodadas de negociações e até agora nada. Então, o Sindicato vem avisar à população que não houver avanços, os bancários vão parar. Não aceitamos mais exploração e queremos uma proposta decente. A população também sofre com a ganância dos bancos com as filas, o impedimento de pagar contas e realizar seus depósitos dentro das agências”, afirma Luis Cláudio Caju, presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói e região.

Caju alerta ainda que após o dia 20 de setembro, caso não haja avanços nas negociações e uma proposta decente por parte dos banqueiros, a categoria vai parar e iniciar uma greve por tempo indeterminado.

Além da Fenaban, os bancários já abriram as mesas de negociações específicas com a Caixa e o Banco do Brasil.

Calendário Negociações

Fenaban

16/9 - Remuneração

Caixa

11/9 - Carreira, isonomia e organização do movimento

18/9 - Contratação, condição das agências e jornada

Banco do Brasil

11/9 - Cláusulas sociais e previdência complementar

18/9 - Remuneração e plano de carreira

Principais reivindicações aprovadas na Conferência

- Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

- PLR: 3 salários mais R$7.246,82

- Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

- Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

- Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

- Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

- Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

- Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Título: Bancários lançam Campanha Salarial 2015 nas ruas de Niterói, Conteúdo: O Sindicato dos Bancários de Niterói e região lançou oficialmente, nesta quinta-feira (10), a Campanha Salarial 2015. Diretores da entidade fizeram uma passeata pela Avenida Amaral Peixoto, no centro de Niterói, com diversos atos em frente às agências bancárias do local. Um enterro simbólico dos banqueiros e a apresentação teatral da Cia de Emergência Teatral demonstrando a exploração dos bancos e os altos lucros traduziram de forma lúdica o que vive os bancários no cotidiano do trabalho. Toda atividade foi acompanhada de uma banda de música com marchinhas fúnebres e de carnaval. Em 2015, os bancários buscam 16% de reajuste salarial, tíquete alimentação de R$ 788,00 e a defesa do emprego. O tema da Campanha Nacional é “Exploração não tem perdão”. Placas com as palavras: Ganância; Terceirização; Irresponsabilidade; Mentiras e Assédio foram apresentadas aos transeuntes. Uma carta aberta foi entregue à população de Niterói alertando para os altos índices de lucros dos principais bancos apenas no primeiro semestre deste ano. O documento prova que a crise que afeta o país não atingiu as instituições financeiras. As cifras ultrapassam R$ 40 bilhões em lucros. Apesar dos números positivos, os bancos não avançaram nas três primeiras rodadas de negociações que aconteceram no fim de agosto e início de setembro, em São Paulo, entre representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Fenaban. Os temas das primeiras reuniões foram: saúde, emprego e igualdade de oportunidades. Nos primeiros sete meses deste ano os bancos que operam no Brasil fecharam 5.864 postos de trabalho, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB). As reduções mais expressivas ocorreram no Rio de Janeiro (-1023), São Paulo (-782) e Minas Gerais (-618) e Rio Grande do Sul (-579). Os bancos múltiplos, com carteira comercial, categoria que engloba grandes instituições, como Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo. Eles eliminaram 3.715 empregos. “Estamos nas ruas para mostrar à população o que acontece dentro dos bancos. Irresponsabilidade, mentira, assédio, terceirização, condições de trabalho precárias e assim, demonstrarmos de forma bem-humorada o que os bancários passam dentro das agências. A campanha já começou e tivemos três rodadas de negociações e até agora nada. Então, o Sindicato vem avisar à população que não houver avanços, os bancários vão parar. Não aceitamos mais exploração e queremos uma proposta decente. A população também sofre com a ganância dos bancos com as filas, o impedimento de pagar contas e realizar seus depósitos dentro das agências”, afirma Luis Cláudio Caju, presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói e região. Caju alerta ainda que após o dia 20 de setembro, caso não haja avanços nas negociações e uma proposta decente por parte dos banqueiros, a categoria vai parar e iniciar uma greve por tempo indeterminado. Além da Fenaban, os bancários já abriram as mesas de negociações específicas com a Caixa e o Banco do Brasil. Calendário Negociações Fenaban 16/9 - Remuneração Caixa 11/9 - Carreira, isonomia e organização do movimento 18/9 - Contratação, condição das agências e jornada Banco do Brasil 11/9 - Cláusulas sociais e previdência complementar 18/9 - Remuneração e plano de carreira Principais reivindicações aprovadas na Conferência - Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real) - PLR: 3 salários mais R$7.246,82 - Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). - Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional). - Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. - Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. - Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários. - Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós. - Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. - Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).



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