Caixa: Muito a comemorar e muito a lutar

Caixa completa 155 anos de serviços ao povo brasileiro e com muita luta de seus funcionários.

Escrito por: Marcelo Rodrigues • Publicado em: 12/01/2016 - 18:02 Escrito por: Marcelo Rodrigues Publicado em: 12/01/2016 - 18:02

Fenae

Há 11 anos eu passei a fazer parte de uma história da qual muito me orgulho. Em 2004, minha carteira de trabalho foi assinada como técnico bancário da Caixa Econômica Federal. Hoje, 12 de janeiro, dia em que a Caixa faz 155 anos, eu e todos os bancários e bancárias da Caixa nos sentimos parte dessa história que nos traz muito orgulho. Qualquer um que trabalhe nessa grande empresa do povo brasileiro tem uma imensa satisfação de 

dizer que, mais do que num banco, trabalha na 

Caixa.  Mas o “banco” não é apenas um banco. 

Através da Caixa, brasileiros e brasileiras recebem 

seu FGTS administrado com maestria.

 A Caixa cuida do Bolsa Família, maior programa de 

transferência de renda do mundo. É pelas mãos de 

cada funcionário e funcionária da Caixa que passa o 

financiamento habitacional que deu a milhares de 

homens e mulheres do Brasil afora a sua casa 

própria.

 A Caixa também é responsável pelas grandes obras 

e investimentos em saneamento e infra-estrutura. 

Por tudo isso, a Caixa foi o personagem principal na 

tarefa de reduzir os juros no Brasil, quando baixou 

substancialmente suas taxas de juros para 

empréstimos pessoais, permitindo a milhares de 

pessoas o acesso ao crédito

E nós, trabalhadores e trabalhadoras, diante da  

grave crise econômica mundial, e da crise política 

brasileira, esperamos que o governo novamente 

entenda o papel revolucionário que a Caixa pode 

cumprir e utilizem a instituição como instrumento 

para forçar a queda da indecente taxa de juros 

brasileira. 

A Caixa pode cumprir um papel social que vá além 

dos financiamentos e gestões públicas. E , nesse 

sentido, reduzir a taxa de juros é essencial para 

enfrentarmos de frente essa crise

Nesses 155 anos, em meio a comemorações, cabe 

lembrar que a história da Caixa é uma história de 

resistência e mobilização. Os empregados da Caixa 

conseguiram adquirir os mesmos direitos dos 

bancários, deixando a condição de economiários e 

passando a ser bancários. 

Foi com muita luta que conseguimos as 30 horas de 

trabalho e impedimos a privatização da Caixa. O 

processo de sucateamento da Caixa no governo 

tucano foi claro, com agências abandonadas e 

nenhum investimento. 

No final da ditadura e início do processo de 

redemocratização, vimos a Caixa ser vítima de  

aparelhamento político. Antes da missa de 30° dia 

de Tancredo, no dia 14 de maio de 1985, o Diário 

Oficial da União publicava decreto do então 

presidente José Sarney nomeando um jovem 

recém-formado de 25 anos para o cobiçado cargo 

de Diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal. 

Era Aécio Neves. 

O decreto era assinado também pelo então ministro 

da Fazenda, atual senador Francisco Dornelles (PP-

RJ), primo de Aécio. A nomeação política, e com 

nepotismo, do inexperiente Aécio Neves para um 

cargo tão alto mostra que por muitos e muitos anos 

a Caixa foi tratada com desdém pelos governos.

Hoje, em um governo democrático eleito pela 

grande massa dos trabalhadores, ainda vemos 

nomeações estapafúrdias, pouquíssima valorização 

do corpo funcional da Caixa e investimentos nas 

agências muito aquém dos necessários. 

As agências ainda abrem suas portas com poucos 

funcionários e sem condições dignas de atender a 

grande massa de trabalhadores que as procuram 

todos os dias.

Todos os bancários e bancárias que trabalham ou 

trabalharam nessa empresa têm muito o que 

comemorar e sentem orgulho de construir essa 

história.

Nos envaidece ver a Caixa gerindo o FGTS e 

apoiando os direitos conquistados pelos 

trabalhadores. Porém, no dia do aniversário dos 

155 anos da Caixa, reafirmamos que a luta é diária e 

constante.

Estamos prontos para enfrentar o desmonte 

imposto pelas gestões desastradas da Caixa e 

haveremos de barrar a privatização disfarçada que 

tentam impor aos brasileiros.

Temos muito a construir. Que venham os próximos 

155 anos e muito mais.

Marcelo Rodrigues


Funcionário da Caixa desde 2004


Presidente da CUT RJ

Título: Caixa: Muito a comemorar e muito a lutar, Conteúdo: Há 11 anos eu passei a fazer parte de uma história da qual muito me orgulho. Em 2004, minha carteira de trabalho foi assinada como técnico bancário da Caixa Econômica Federal. Hoje, 12 de janeiro, dia em que a Caixa faz 155 anos, eu e todos os bancários e bancárias da Caixa nos sentimos parte dessa história que nos traz muito orgulho. Qualquer um que trabalhe nessa grande empresa do povo brasileiro tem uma imensa satisfação de  dizer que, mais do que num banco, trabalha na  Caixa.  Mas o “banco” não é apenas um banco.  Através da Caixa, brasileiros e brasileiras recebem  seu FGTS administrado com maestria.  A Caixa cuida do Bolsa Família, maior programa de  transferência de renda do mundo. É pelas mãos de  cada funcionário e funcionária da Caixa que passa o  financiamento habitacional que deu a milhares de  homens e mulheres do Brasil afora a sua casa  própria.  A Caixa também é responsável pelas grandes obras  e investimentos em saneamento e infra-estrutura.  Por tudo isso, a Caixa foi o personagem principal na  tarefa de reduzir os juros no Brasil, quando baixou  substancialmente suas taxas de juros para  empréstimos pessoais, permitindo a milhares de  pessoas o acesso ao crédito E nós, trabalhadores e trabalhadoras, diante da   grave crise econômica mundial, e da crise política  brasileira, esperamos que o governo novamente  entenda o papel revolucionário que a Caixa pode  cumprir e utilizem a instituição como instrumento  para forçar a queda da indecente taxa de juros  brasileira.  A Caixa pode cumprir um papel social que vá além  dos financiamentos e gestões públicas. E , nesse  sentido, reduzir a taxa de juros é essencial para  enfrentarmos de frente essa crise Nesses 155 anos, em meio a comemorações, cabe  lembrar que a história da Caixa é uma história de  resistência e mobilização. Os empregados da Caixa  conseguiram adquirir os mesmos direitos dos  bancários, deixando a condição de economiários e  passando a ser bancários.  Foi com muita luta que conseguimos as 30 horas de  trabalho e impedimos a privatização da Caixa. O  processo de sucateamento da Caixa no governo  tucano foi claro, com agências abandonadas e  nenhum investimento.  No final da ditadura e início do processo de  redemocratização, vimos a Caixa ser vítima de   aparelhamento político. Antes da missa de 30° dia  de Tancredo, no dia 14 de maio de 1985, o Diário  Oficial da União publicava decreto do então  presidente José Sarney nomeando um jovem  recém-formado de 25 anos para o cobiçado cargo  de Diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal.  Era Aécio Neves.  O decreto era assinado também pelo então ministro  da Fazenda, atual senador Francisco Dornelles (PP- RJ), primo de Aécio. A nomeação política, e com  nepotismo, do inexperiente Aécio Neves para um  cargo tão alto mostra que por muitos e muitos anos  a Caixa foi tratada com desdém pelos governos. Hoje, em um governo democrático eleito pela  grande massa dos trabalhadores, ainda vemos  nomeações estapafúrdias, pouquíssima valorização  do corpo funcional da Caixa e investimentos nas  agências muito aquém dos necessários.  As agências ainda abrem suas portas com poucos  funcionários e sem condições dignas de atender a  grande massa de trabalhadores que as procuram  todos os dias. Todos os bancários e bancárias que trabalham ou  trabalharam nessa empresa têm muito o que  comemorar e sentem orgulho de construir essa  história. Nos envaidece ver a Caixa gerindo o FGTS e  apoiando os direitos conquistados pelos  trabalhadores. Porém, no dia do aniversário dos  155 anos da Caixa, reafirmamos que a luta é diária e  constante. Estamos prontos para enfrentar o desmonte  imposto pelas gestões desastradas da Caixa e  haveremos de barrar a privatização disfarçada que  tentam impor aos brasileiros. Temos muito a construir. Que venham os próximos  155 anos e muito mais. Marcelo Rodrigues Funcionário da Caixa desde 2004 Presidente da CUT RJ



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