Categoria em todo o país faz grande mobilização contra plano de negócios da Petrobras

Cortes nos investimentos e despesas pode reduzir em 57 bilhões patrimônio da estatal. Empregos e conquistas sociais estão ameaçados

Escrito por: Imprensa FUP • Publicado em: 24/07/2015 - 20:40 • Última modificação: 27/07/2015 - 19:13 Escrito por: Imprensa FUP Publicado em: 24/07/2015 - 20:40 Última modificação: 27/07/2015 - 19:13

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Nos primeiros minutos desta sexta-feira, os petroleiros atenderam ao chamado da FUP e de seus sindicatos e iniciaram uma grande mobilização nacional contra o novo plano de Gestão e Negócios aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobrás, que prevê cortes de 89 bilhões de dólares nos investimentos e despesas da empresa, além de venda de ativos que poderá reduzir em 57 bilhões o patrimônio da estatal. Se esse projeto seguir adiante, significará o desmantelamento do Sistema Petrobrás, colocando em risco empregos, direitos e conquistas sociais.

Metalúrgicos, operários da indústria naval e da construção civil, petroleiros terceirizados estão sendo demitidos, em função de obras paralisadas e investimentos suspensos. A BR já está em processo de abertura de capital  e outros ativos estratégicos serão entregues ao mercado, se a classe trabalhadora não barrar esse ataque.

Por isso, a greve de 24 horas desta sexta-feira foi a primeira de uma contundente mobilização da categoria, em defesa da manutenção dos investimentos e ativos da Petrobrás para que continue atuando como uma empresa integrada de energia.  Daí a importância do comprometimento dos petroleiros, que fizeram dessa greve uma grande advertência para os gestores da companhia. Nas unidades de refino, plataformas, terminais, gasodutos, campos terrestres, termoelétricas, usinas de biodíesel e áreas administrativas, trabalhadores próprios e terceirizados seguiram à risca os indicativos da FUP e de seus sindicatos e interromperam suas atividades, deixando claro que estão prontos para o enfrentamento.

Os petroleiros responderam à altura a direção da Petrobrás, o governo e os parlamentares que ameaçam alterar a Lei do Pré-Sal, colocando em risco a soberania nacional. Nos atos e manifestações nas portas das unidades em greve, os trabalhadores reafirmaram que não medirão esforços para barrar o PLS 131, do senador José Serra (PSDB/SP), que pretende tirar a estatal da função de operadora única do Pré-Sal e acabar com a participação mínima de 30% que a empresa legalmente tem sobre os campos de petróleo desta região.

Como em 1995, os petroleiros novamente se apresentam para a luta de cabeça erguida, com a coragem e a maturidade que o momento exige da categoria. A FUP parabeniza cada um dos petroleiros e petroleiras que compreendeu a gravidade da atual conjuntura e aderiu à greve desta sexta, assumindo com bravura e responsabilidade seu lugar nessa luta, que só está começando. Assim como há 20 anos fizemos uma greve histórica, que impediu a privatização da Petrobrás, faremos novamente o que for preciso para defender o maior patrimônio do povo brasileiro.

 

FOTO DA PARALISAÇÃO DA REDUC, EM CAXIAS

Movimento de greve faz um protesto no entorno da Reduc

 

GREVE TAMBÉM NA BASE DO SINTRAMICO-RJ

 

Título: Categoria em todo o país faz grande mobilização contra plano de negócios da Petrobras, Conteúdo: Nos primeiros minutos desta sexta-feira, os petroleiros atenderam ao chamado da FUP e de seus sindicatos e iniciaram uma grande mobilização nacional contra o novo plano de Gestão e Negócios aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobrás, que prevê cortes de 89 bilhões de dólares nos investimentos e despesas da empresa, além de venda de ativos que poderá reduzir em 57 bilhões o patrimônio da estatal. Se esse projeto seguir adiante, significará o desmantelamento do Sistema Petrobrás, colocando em risco empregos, direitos e conquistas sociais. Metalúrgicos, operários da indústria naval e da construção civil, petroleiros terceirizados estão sendo demitidos, em função de obras paralisadas e investimentos suspensos. A BR já está em processo de abertura de capital  e outros ativos estratégicos serão entregues ao mercado, se a classe trabalhadora não barrar esse ataque. Por isso, a greve de 24 horas desta sexta-feira foi a primeira de uma contundente mobilização da categoria, em defesa da manutenção dos investimentos e ativos da Petrobrás para que continue atuando como uma empresa integrada de energia.  Daí a importância do comprometimento dos petroleiros, que fizeram dessa greve uma grande advertência para os gestores da companhia. Nas unidades de refino, plataformas, terminais, gasodutos, campos terrestres, termoelétricas, usinas de biodíesel e áreas administrativas, trabalhadores próprios e terceirizados seguiram à risca os indicativos da FUP e de seus sindicatos e interromperam suas atividades, deixando claro que estão prontos para o enfrentamento. Os petroleiros responderam à altura a direção da Petrobrás, o governo e os parlamentares que ameaçam alterar a Lei do Pré-Sal, colocando em risco a soberania nacional. Nos atos e manifestações nas portas das unidades em greve, os trabalhadores reafirmaram que não medirão esforços para barrar o PLS 131, do senador José Serra (PSDB/SP), que pretende tirar a estatal da função de operadora única do Pré-Sal e acabar com a participação mínima de 30% que a empresa legalmente tem sobre os campos de petróleo desta região. Como em 1995, os petroleiros novamente se apresentam para a luta de cabeça erguida, com a coragem e a maturidade que o momento exige da categoria. A FUP parabeniza cada um dos petroleiros e petroleiras que compreendeu a gravidade da atual conjuntura e aderiu à greve desta sexta, assumindo com bravura e responsabilidade seu lugar nessa luta, que só está começando. Assim como há 20 anos fizemos uma greve histórica, que impediu a privatização da Petrobrás, faremos novamente o que for preciso para defender o maior patrimônio do povo brasileiro.   FOTO DA PARALISAÇÃO DA REDUC, EM CAXIAS   GREVE TAMBÉM NA BASE DO SINTRAMICO-RJ  



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