Cristiane Brasil tem posse sepultada pelo Planalto, sem direito a missa

Estrutura que aguardava posse oficial de deputada condenada por processo trabalhista é desmontada na calada da noite.

Escrito por: CUT Rio • Publicado em: 17/01/2018 - 15:49 Escrito por: CUT Rio Publicado em: 17/01/2018 - 15:49

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Hoje o salão nobre do Palácio do Planalto amanheceu sem a estrutura montada para a posse de Cristiane Brasil, deputada condenada por sequer assinar carteira de um motorista que trabalhava cerca de 15 horas por dia para sua família. 

A estrutura continha centenas de cadeiras, um palco com púlpito, bandeiras e o logo do governo golpista. Irônicamente, Cristiane Brasil havia sido nomeada como ministra do trabalho. 

A nomeação indignou fortemente não só os mais engajados na luta trabalhista, mas também a maior parte do povo brasileiro. A pressão foi tão forte após a publicação absurda no Diário Oficial, que a Justiça Federal teve que intervir e suspender a posse. Não vendo saída, o Planalto se calou e aos poucos sumiu com o assunto até enterrar de vez a posse com o desaparecimento na madrugada da estrutura montada para receber sabe-se-lá-quem com coragem suficiente e óleo de peroba lustrando a cara de pau.

A nomeação de uma pessoa condenada em processo trabalhista para o ministério do trabalho pode ser lido como o resumo triste de todo este governo. 

Irônico, se não fosse triste.

Título: Cristiane Brasil tem posse sepultada pelo Planalto, sem direito a missa, Conteúdo: Hoje o salão nobre do Palácio do Planalto amanheceu sem a estrutura montada para a posse de Cristiane Brasil, deputada condenada por sequer assinar carteira de um motorista que trabalhava cerca de 15 horas por dia para sua família.  A estrutura continha centenas de cadeiras, um palco com púlpito, bandeiras e o logo do governo golpista. Irônicamente, Cristiane Brasil havia sido nomeada como ministra do trabalho.  A nomeação indignou fortemente não só os mais engajados na luta trabalhista, mas também a maior parte do povo brasileiro. A pressão foi tão forte após a publicação absurda no Diário Oficial, que a Justiça Federal teve que intervir e suspender a posse. Não vendo saída, o Planalto se calou e aos poucos sumiu com o assunto até enterrar de vez a posse com o desaparecimento na madrugada da estrutura montada para receber sabe-se-lá-quem com coragem suficiente e óleo de peroba lustrando a cara de pau. A nomeação de uma pessoa condenada em processo trabalhista para o ministério do trabalho pode ser lido como o resumo triste de todo este governo.  Irônico, se não fosse triste.



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