Custo da cesta básica do Rio cai 6,71%, no mês de junho

Apesar da queda no último mês, o preço médio cresceu 9,08% ao longo do primeiro semestre

Escrito por: Dieese • Publicado em: 08/07/2015 - 16:20 Escrito por: Dieese Publicado em: 08/07/2015 - 16:20
A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de treze produtos selecionados com o intuito de suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, atingiu, em junho, o valor de R$ 368,71, o que representou uma redução de 6,71%, na comparação com os preços observados no mês de maio. Apesar da queda verificada no último mês, o preço médio da cesta cresceu 9,08%, ao longo do primeiro semestre deste ano, ou seja, em relação aos preços de dezembro de 2014. Já, na comparação com junho de 2014, a variação acumulada ficou em 7,36%.
 
 
Entre maio e junho de 2015, no município do Rio de Janeiro, quatro produtos da cesta apresentaram aumentos em seus preços médios: batata (+10,86%), pão (2,11%), carne (1,64%) e manteiga (0,80%). No sentido oposto, dentre os nove produtos que registraram preços médios menores, destacam-se o tomate (-41,90%) e o feijão (-7,64%). A safra do tomate produzido no território fluminense ocorre no período do inverno, o que contribui para a redução sazonal do preço do fruto. Os sete demais produtos apresentaram preços que variaram negativamente de 0,10% até 2,68%.
 
No acumulado do primeiro semestre de 2015, a cesta básica ficou, em média, 9,08% mais cara. À exceção do feijão, do arroz e do açúcar todos os demais produtos tiveram seus preços elevados. A batata e o tomate, com variações de preço de 41,63% e 41,23%, respectivamente, foram os produtos que mais encareceram neste período.
 
Na comparação com os preços pesquisados em junho de 2014, oito dos treze produtos ficaram mais caros. A carne aparece com a maior variação, tendo ficado, em média, 18,30% mais cara, seguida pela batata, pelo café, pelo pão e pelo tomate, com reajustes médios de preço de 12,30%, 9,18%, 8,88% e 7,75%, respectivamente. Dentre os cinco produtos que baratearam, no período, destaca-se a variação do preço do feijão com redução de 15,09%.
 
Dentre as 18 capitais brasileiras onde o DIEESE realiza mensalmente o levantamento, novamente, São Paulo apresentou a cesta mais cara, no mês de abril, com o valor médio de R$ 392,77. O município do Rio de Janeiro figurou como a capital com a quarta cesta mais cara dentre todas onde a pesquisa é realizada, ao registrar o valor de R$ 368,71.
 
Com base na cesta básica de alimentos mais cara dentre as cidades pesquisadas, o DIEESE também estima o valor do Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (considerando dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. Em junho, o Salário Mínimo Necessário foi estimado no valor de R$ 3.299,66 (4,19 vezes o mínimo vigente de R$ 788,00).
 
O DIEESE calcula ainda quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em junho de 2015, no município do Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 102 horas e 56 minutos para adquirir uma cesta básica, tendo o valor da cesta representado 50,86% do salário mínimo líquido (R$ 724,96), ou seja, após os descontos da Previdência Social.
Título: Custo da cesta básica do Rio cai 6,71%, no mês de junho, Conteúdo: A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de treze produtos selecionados com o intuito de suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, atingiu, em junho, o valor de R$ 368,71, o que representou uma redução de 6,71%, na comparação com os preços observados no mês de maio. Apesar da queda verificada no último mês, o preço médio da cesta cresceu 9,08%, ao longo do primeiro semestre deste ano, ou seja, em relação aos preços de dezembro de 2014. Já, na comparação com junho de 2014, a variação acumulada ficou em 7,36%.     Entre maio e junho de 2015, no município do Rio de Janeiro, quatro produtos da cesta apresentaram aumentos em seus preços médios: batata (+10,86%), pão (2,11%), carne (1,64%) e manteiga (0,80%). No sentido oposto, dentre os nove produtos que registraram preços médios menores, destacam-se o tomate (-41,90%) e o feijão (-7,64%). A safra do tomate produzido no território fluminense ocorre no período do inverno, o que contribui para a redução sazonal do preço do fruto. Os sete demais produtos apresentaram preços que variaram negativamente de 0,10% até 2,68%.   No acumulado do primeiro semestre de 2015, a cesta básica ficou, em média, 9,08% mais cara. À exceção do feijão, do arroz e do açúcar todos os demais produtos tiveram seus preços elevados. A batata e o tomate, com variações de preço de 41,63% e 41,23%, respectivamente, foram os produtos que mais encareceram neste período.   Na comparação com os preços pesquisados em junho de 2014, oito dos treze produtos ficaram mais caros. A carne aparece com a maior variação, tendo ficado, em média, 18,30% mais cara, seguida pela batata, pelo café, pelo pão e pelo tomate, com reajustes médios de preço de 12,30%, 9,18%, 8,88% e 7,75%, respectivamente. Dentre os cinco produtos que baratearam, no período, destaca-se a variação do preço do feijão com redução de 15,09%.   Dentre as 18 capitais brasileiras onde o DIEESE realiza mensalmente o levantamento, novamente, São Paulo apresentou a cesta mais cara, no mês de abril, com o valor médio de R$ 392,77. O município do Rio de Janeiro figurou como a capital com a quarta cesta mais cara dentre todas onde a pesquisa é realizada, ao registrar o valor de R$ 368,71.   Com base na cesta básica de alimentos mais cara dentre as cidades pesquisadas, o DIEESE também estima o valor do Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (considerando dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. Em junho, o Salário Mínimo Necessário foi estimado no valor de R$ 3.299,66 (4,19 vezes o mínimo vigente de R$ 788,00).   O DIEESE calcula ainda quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em junho de 2015, no município do Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 102 horas e 56 minutos para adquirir uma cesta básica, tendo o valor da cesta representado 50,86% do salário mínimo líquido (R$ 724,96), ou seja, após os descontos da Previdência Social.



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