Custo da cesta básica do Rio caiu 2,77% no mês de agosto

Formada por um conjunto de 13 produtos alimentícios, a cesta atingiu o valor de R$ 361,93

Escrito por: Dieese • Publicado em: 09/09/2015 - 19:08 Escrito por: Dieese Publicado em: 09/09/2015 - 19:08
A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de treze produtos selecionados de modo a suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, atingiu, em agosto, o valor de R$ 361,93, o que representou uma variação negativa de 2,77%, na comparação com os preços observados no mês de julho. Apesar da queda mensal, ao longo de 2015 os preços aumentaram 7,07%, em média. Na comparação com o mês de agosto de 2014, a alta é de 10,47%.
 
 
Entre julho e agosto de 2015, no município do Rio de Janeiro, seis produtos da cesta apresentaram preços médios em queda, dentre os quais se destacam o tomate (-23,88%) e a batata (-12,04%), seguidos pela banana (-1,90%), farinha (-1,32), manteiga (-1,59) e óleo (-0,89). No sentido oposto, outros seis produtos registraram aumentos em seus preços médios: leite (+3,45%), arroz (+2,22%), carne (+1,48%), feijão (+1,03%), pão (+1,03%) e café (+0,29%). O açúcar não registrou variação de preços na comparação mensal.
 
No acumulado de 2015, a cesta básica ficou, em média, 7,07% mais cara. À exceção do feijão, da farinha de trigo e da banana, os demais produtos tiveram seus preços elevados. A batata e o tomate, com variações de preço de 28,16% e 14,77%, respectivamente, foram os produtos que mais encareceram neste ano, a despeito da queda apresentada em seus preços no mês.
 
Na comparação com os preços pesquisados em agosto de 2014, nove dos treze produtos ficaram mais caros. Apesar da redução verificada em agosto, o preço médio da batata foi o que mais se elevou nos últimos doze meses, com alta de 96,25%, seguido pela variação do preço da carne bovina (+18,89%).
 
Dentre as 18 capitais brasileiras onde o DIEESE realiza mensalmente o levantamento, novamente, Porto Alegre apresentou a cesta mais cara, no mês de agosto, com o valor médio de R$ 387,83. O município do Rio de Janeiro figurou como a capital com a quarta cesta mais cara dentre todas onde a pesquisa é realizada, ao registrar o valor de R$ 361,93.
 
Com base na cesta básica de alimentos mais cara dentre as cidades pesquisadas, o DIEESE também estima o valor do Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (considerando dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. Em agosto, o Salário Mínimo Necessário foi estimado no valor de R$ 3.258,16 (4,13 vezes o mínimo vigente de R$ 788,00).
 
O DIEESE calcula ainda quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em agosto de 2015, no município do Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 101 horas e 03 minutos para adquirir uma cesta básica, tendo o valor da cesta representado 49,92% do salário mínimo líquido (R$ 724,96), ou seja, após os descontos da Previdência Social.
Título: Custo da cesta básica do Rio caiu 2,77% no mês de agosto, Conteúdo: A cesta básica de alimentos do município do Rio de Janeiro, que leva em consideração um conjunto de treze produtos selecionados de modo a suprir as necessidades alimentares básicas de uma única pessoa, atingiu, em agosto, o valor de R$ 361,93, o que representou uma variação negativa de 2,77%, na comparação com os preços observados no mês de julho. Apesar da queda mensal, ao longo de 2015 os preços aumentaram 7,07%, em média. Na comparação com o mês de agosto de 2014, a alta é de 10,47%.     Entre julho e agosto de 2015, no município do Rio de Janeiro, seis produtos da cesta apresentaram preços médios em queda, dentre os quais se destacam o tomate (-23,88%) e a batata (-12,04%), seguidos pela banana (-1,90%), farinha (-1,32), manteiga (-1,59) e óleo (-0,89). No sentido oposto, outros seis produtos registraram aumentos em seus preços médios: leite (+3,45%), arroz (+2,22%), carne (+1,48%), feijão (+1,03%), pão (+1,03%) e café (+0,29%). O açúcar não registrou variação de preços na comparação mensal.   No acumulado de 2015, a cesta básica ficou, em média, 7,07% mais cara. À exceção do feijão, da farinha de trigo e da banana, os demais produtos tiveram seus preços elevados. A batata e o tomate, com variações de preço de 28,16% e 14,77%, respectivamente, foram os produtos que mais encareceram neste ano, a despeito da queda apresentada em seus preços no mês.   Na comparação com os preços pesquisados em agosto de 2014, nove dos treze produtos ficaram mais caros. Apesar da redução verificada em agosto, o preço médio da batata foi o que mais se elevou nos últimos doze meses, com alta de 96,25%, seguido pela variação do preço da carne bovina (+18,89%).   Dentre as 18 capitais brasileiras onde o DIEESE realiza mensalmente o levantamento, novamente, Porto Alegre apresentou a cesta mais cara, no mês de agosto, com o valor médio de R$ 387,83. O município do Rio de Janeiro figurou como a capital com a quarta cesta mais cara dentre todas onde a pesquisa é realizada, ao registrar o valor de R$ 361,93.   Com base na cesta básica de alimentos mais cara dentre as cidades pesquisadas, o DIEESE também estima o valor do Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (considerando dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. Em agosto, o Salário Mínimo Necessário foi estimado no valor de R$ 3.258,16 (4,13 vezes o mínimo vigente de R$ 788,00).   O DIEESE calcula ainda quanto tempo um trabalhador, com rendimento equivalente a um salário mínimo nacional, necessitou trabalhar para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. Em agosto de 2015, no município do Rio de Janeiro, foi necessária uma jornada de 101 horas e 03 minutos para adquirir uma cesta básica, tendo o valor da cesta representado 49,92% do salário mínimo líquido (R$ 724,96), ou seja, após os descontos da Previdência Social.



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