Metalúrgicos ocupam estaleiro Mauá e cobram pagamentos de salários e indenizações

Cerca de 400 metalúrgicos participaram da ocupação

Escrito por: Willian Chaves - Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói • Publicado em: 14/07/2015 - 18:27 Escrito por: Willian Chaves - Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói Publicado em: 14/07/2015 - 18:27

Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói

Convocados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, trabalhadores do Estaleiro Eisa Petro Um (antigo Estaleiro Mauá) decidiram em assembleia na manhã desta terça-feira (14) ocupar as instalações da empresa buscando soluções para os pagamentos dos salários atrasados e das indenizações dos demitidos. Cerca de 400 metalúrgicos participaram da ocupação. Uma nova convocação foi feita para esta quarta-feira (15) para uma nova assembleia no fim da madrugada e acampamento na porta da empresa. O movimento não tem data para acabar.
 
O objetivo da ocupação era paralisar os trabalhadores no Estaleiro Brasa e também no dick do Estaleiro Mauá responsável pelos reparos em embarcações. As medidas servem de pressão ao empresário German Efromovich para que as quitações das rescisões e os salários acontecessem.
 
Durante o dia, o movimento foi se organizando e as gerências do Estaleiro que se encontravam na empresa propuseram uma negociação. No meio da tarde foi apresentada aos trabalhadores a proposta de acordo onde a empresa se comprometeu a não permitir a entrada de funcionários para trabalhar tanto no reparo do estaleiro Mauá, quanto no navio FPSO Cidade de Maricá. O acordo previu ainda a entrada apenas de serviços essenciais, as tripulações dos navios e funcionários do Departamento de Pessoal para que as baixas e as liberações das carteiras de trabalho ocorram o mais rápido o possível.
 
O movimento dos trabalhadores foi pacífico durante todo o tempo. 
 
“A paciência já esgotou há muito tempo. A inércia do estaleiro em buscar uma solução para os salários dos trabalhadores prova a ineficiência da gestão do Mauá. Está na hora do dono do estaleiro colocar a cara e pagar o que deve aos trabalhadores. Nós, enquanto dirigentes sindicais, temos que pensar em defender os interesses dos trabalhadores com muita responsabilidade. Por isso, a categoria entendeu que a ocupação de hoje poderia ser encerrada. Amanhã estaremos de volta à porta do estaleiro. Nossa responsabilidade é muito grande. Vamos fazer tudo bem organizado para garantir a integridade dos trabalhadores. Não podemos cair nos discursos oportunistas e políticos que agora aparecem, mas não apresentam nada para ajudar”, afirma Edson Carlos Rocha, presidente do Sindicato.
Título: Metalúrgicos ocupam estaleiro Mauá e cobram pagamentos de salários e indenizações, Conteúdo: Convocados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, trabalhadores do Estaleiro Eisa Petro Um (antigo Estaleiro Mauá) decidiram em assembleia na manhã desta terça-feira (14) ocupar as instalações da empresa buscando soluções para os pagamentos dos salários atrasados e das indenizações dos demitidos. Cerca de 400 metalúrgicos participaram da ocupação. Uma nova convocação foi feita para esta quarta-feira (15) para uma nova assembleia no fim da madrugada e acampamento na porta da empresa. O movimento não tem data para acabar.   O objetivo da ocupação era paralisar os trabalhadores no Estaleiro Brasa e também no dick do Estaleiro Mauá responsável pelos reparos em embarcações. As medidas servem de pressão ao empresário German Efromovich para que as quitações das rescisões e os salários acontecessem.   Durante o dia, o movimento foi se organizando e as gerências do Estaleiro que se encontravam na empresa propuseram uma negociação. No meio da tarde foi apresentada aos trabalhadores a proposta de acordo onde a empresa se comprometeu a não permitir a entrada de funcionários para trabalhar tanto no reparo do estaleiro Mauá, quanto no navio FPSO Cidade de Maricá. O acordo previu ainda a entrada apenas de serviços essenciais, as tripulações dos navios e funcionários do Departamento de Pessoal para que as baixas e as liberações das carteiras de trabalho ocorram o mais rápido o possível.   O movimento dos trabalhadores foi pacífico durante todo o tempo.    “A paciência já esgotou há muito tempo. A inércia do estaleiro em buscar uma solução para os salários dos trabalhadores prova a ineficiência da gestão do Mauá. Está na hora do dono do estaleiro colocar a cara e pagar o que deve aos trabalhadores. Nós, enquanto dirigentes sindicais, temos que pensar em defender os interesses dos trabalhadores com muita responsabilidade. Por isso, a categoria entendeu que a ocupação de hoje poderia ser encerrada. Amanhã estaremos de volta à porta do estaleiro. Nossa responsabilidade é muito grande. Vamos fazer tudo bem organizado para garantir a integridade dos trabalhadores. Não podemos cair nos discursos oportunistas e políticos que agora aparecem, mas não apresentam nada para ajudar”, afirma Edson Carlos Rocha, presidente do Sindicato.



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