Metalúrgicos prometem parar Niterói e Rio nesta sexta (10)

Sem pagamentos, trabalhadores e demitidos do Estaleiro Mauá planejam fazer nova passeata

Escrito por: Imprensa STIMMMENI • Publicado em: 07/07/2015 - 17:43 • Última modificação: 09/07/2015 - 18:58 Escrito por: Imprensa STIMMMENI Publicado em: 07/07/2015 - 17:43 Última modificação: 09/07/2015 - 18:58

Imprensa STIMMMENI

O Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí realizou duas assembleias com os trabalhadores nesta terça-feira (07). A primeira aconteceu na porta do Estaleiro Eisa Petro Um (Estaleiro Mauá) com os trabalhadores que ainda são funcionários da empresa, no entanto, não estão trabalhando. A segunda plenária do dia aconteceu com os demitidos pelo Eisa Petro Um nos dias 23 e 24 de junho, na porta do Sindicato. Nos dois momentos o Sindicato atualizou as informações aos trabalhadores e traçou os próximos passos para buscar soluções.

Nesta segunda-feira (06) venceu o prazo para pagamento dos salários dos trabalhadores que ainda estão na ativa no Estaleiro. O Eisa Petro Um ainda não informou a data paga quitação e também não cumpriu uma exigência do Sindicato de abrir os portões para que os metalúrgicos voltassem ao trabalho e mantivessem a produção e as negociações.

A direção da empresa alega uma retenção de fatura pela Transpetro que acabou inviabilizando o pagamento dos salários referente aos dias trabalhados em junho. O montante daria para quitar os salários dos cerca de dois mil metalúrgicos que aguardam em casa a reabertura do estaleiro.

Na segunda-feira, a Justiça do Trabalho bloqueou outros R$ 15 milhões da Transpetro para garantir o pagamento das indenizações dos demitidos. Na sentença, o juiz da 3ª Vara do Trabalho de Niterói alegou relevância social e demissão em massa sem garantias dos direitos trabalhistas para os demitidos. A Transpetro tinha até as 17:30 de ontem para efetuar o depósito em juízo.

Na assembleia com os demitidos, o Sindicato informou o bloqueio dos R$ 15 milhões e aguarda a liberação da Justiça do Trabalho para o início dos pagamentos e as homologações. Sobre as carteiras de trabalho retidas no Estaleiro Eisa Petro Um, a direção do Sindicato acordou com o RH da empresa o envio de uma lista de trabalhadores que necessitam do documento para entrada em novos empregos. Essa lista será entregue o mais rápido possível para os procedimentos de baixas.

Os metalúrgicos aprovaram, ainda, sob orientação do Sindicato uma nova assembleia para sexta-feira, 10 de julho, na porta do Estaleiro Eisa Petro Um com todos os trabalhadores, demitidos e os que ainda são funcionários da empresa, o que dá um total de 3 mil metalúrgicos. O Sindicato vai organizar, caso não haja nenhuma novidade em relação aos pagamentos, uma nova passeata até a sede da Petrobras, no Rio, com todos os trabalhadores que deverão permanecer acampados na porta da empresa até que uma solução seja apresentada.

Reunião com Ministros

Após as assembleias, o presidente do Sindicato, Edson Rocha, seguiu para Brasília às pressas para uma reunião com os Ministros Aloísio Mercadante (Casa Civil) e Armando Monteiro (Desenvolvimento Econômico) para discutir a crise do setor naval brasileiro. Representantes dos trabalhadores de todo país e das empresas participam dos encontros numa tentativa de salvar os investimentos e os empregos do setor. Cerca de 15 mil já foram demitidos nos últimos meses por conta da crise econômica e das investigações de corrupção na Petrobras.

 

Dragagem do Canal de São Lourenço em Niterói

Um grupo de empresários, prefeitura e o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói se reunião também nesta terça=feira (07), nas dependências do Estaleiro MacLaren Oil, na Ponta d’Areia, em Niterói, para discutir soluções para a crise da indústria naval e a falta de investimentos pela Petrobras em Niterói. A dragagem do canal de São Lourenço foi tido como o principal fator para a retomada dos empregos na região. A medida, que se arrasta há alguns anos, permitiria a atracação de navios em vários diques de estaleiros que se localizam ao final da baia de Guanabara entre os bairros da Ilha da Conceição e Ponta d’Areia em Niterói.

No entanto, a concessão de uma licença pela INEA – Instituto Estadual de Ambiente emperra toda a sequência das atividades. A prefeitura de Niterói, através do Secretário de Indústria Naval, Luiz Paulino, afirmou que vem buscando soluções junto ao Governo do Estado para resolução do impasse e início das obras.

Porém, os empresários não andam muito satisfeitos com os últimos acontecimentos e alegam uma inércia dos governos para uma solução do problema. Eles alegaram também que a Petrobras pode direcionar mais os seus investimentos para Niterói, “berço da indústria naval”, para a construção de módulos.

O encontro discutiu a criação de uma comissão formada por empresários e trabalhadores para tentar resolver os impasses. A reunião foi puxada pela AsscenoN – Associação Conselho Empresarial Naval-Offshore e Serviços de Niterói.

Um novo encontro deve acontecer nos próximos dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói com a posse dos membros dessa comissão.

Título: Metalúrgicos prometem parar Niterói e Rio nesta sexta (10), Conteúdo: O Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí realizou duas assembleias com os trabalhadores nesta terça-feira (07). A primeira aconteceu na porta do Estaleiro Eisa Petro Um (Estaleiro Mauá) com os trabalhadores que ainda são funcionários da empresa, no entanto, não estão trabalhando. A segunda plenária do dia aconteceu com os demitidos pelo Eisa Petro Um nos dias 23 e 24 de junho, na porta do Sindicato. Nos dois momentos o Sindicato atualizou as informações aos trabalhadores e traçou os próximos passos para buscar soluções. Nesta segunda-feira (06) venceu o prazo para pagamento dos salários dos trabalhadores que ainda estão na ativa no Estaleiro. O Eisa Petro Um ainda não informou a data paga quitação e também não cumpriu uma exigência do Sindicato de abrir os portões para que os metalúrgicos voltassem ao trabalho e mantivessem a produção e as negociações. A direção da empresa alega uma retenção de fatura pela Transpetro que acabou inviabilizando o pagamento dos salários referente aos dias trabalhados em junho. O montante daria para quitar os salários dos cerca de dois mil metalúrgicos que aguardam em casa a reabertura do estaleiro. Na segunda-feira, a Justiça do Trabalho bloqueou outros R$ 15 milhões da Transpetro para garantir o pagamento das indenizações dos demitidos. Na sentença, o juiz da 3ª Vara do Trabalho de Niterói alegou relevância social e demissão em massa sem garantias dos direitos trabalhistas para os demitidos. A Transpetro tinha até as 17:30 de ontem para efetuar o depósito em juízo. Na assembleia com os demitidos, o Sindicato informou o bloqueio dos R$ 15 milhões e aguarda a liberação da Justiça do Trabalho para o início dos pagamentos e as homologações. Sobre as carteiras de trabalho retidas no Estaleiro Eisa Petro Um, a direção do Sindicato acordou com o RH da empresa o envio de uma lista de trabalhadores que necessitam do documento para entrada em novos empregos. Essa lista será entregue o mais rápido possível para os procedimentos de baixas. Os metalúrgicos aprovaram, ainda, sob orientação do Sindicato uma nova assembleia para sexta-feira, 10 de julho, na porta do Estaleiro Eisa Petro Um com todos os trabalhadores, demitidos e os que ainda são funcionários da empresa, o que dá um total de 3 mil metalúrgicos. O Sindicato vai organizar, caso não haja nenhuma novidade em relação aos pagamentos, uma nova passeata até a sede da Petrobras, no Rio, com todos os trabalhadores que deverão permanecer acampados na porta da empresa até que uma solução seja apresentada. Reunião com Ministros Após as assembleias, o presidente do Sindicato, Edson Rocha, seguiu para Brasília às pressas para uma reunião com os Ministros Aloísio Mercadante (Casa Civil) e Armando Monteiro (Desenvolvimento Econômico) para discutir a crise do setor naval brasileiro. Representantes dos trabalhadores de todo país e das empresas participam dos encontros numa tentativa de salvar os investimentos e os empregos do setor. Cerca de 15 mil já foram demitidos nos últimos meses por conta da crise econômica e das investigações de corrupção na Petrobras.   Dragagem do Canal de São Lourenço em Niterói Um grupo de empresários, prefeitura e o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói se reunião também nesta terça=feira (07), nas dependências do Estaleiro MacLaren Oil, na Ponta d’Areia, em Niterói, para discutir soluções para a crise da indústria naval e a falta de investimentos pela Petrobras em Niterói. A dragagem do canal de São Lourenço foi tido como o principal fator para a retomada dos empregos na região. A medida, que se arrasta há alguns anos, permitiria a atracação de navios em vários diques de estaleiros que se localizam ao final da baia de Guanabara entre os bairros da Ilha da Conceição e Ponta d’Areia em Niterói. No entanto, a concessão de uma licença pela INEA – Instituto Estadual de Ambiente emperra toda a sequência das atividades. A prefeitura de Niterói, através do Secretário de Indústria Naval, Luiz Paulino, afirmou que vem buscando soluções junto ao Governo do Estado para resolução do impasse e início das obras. Porém, os empresários não andam muito satisfeitos com os últimos acontecimentos e alegam uma inércia dos governos para uma solução do problema. Eles alegaram também que a Petrobras pode direcionar mais os seus investimentos para Niterói, “berço da indústria naval”, para a construção de módulos. O encontro discutiu a criação de uma comissão formada por empresários e trabalhadores para tentar resolver os impasses. A reunião foi puxada pela AsscenoN – Associação Conselho Empresarial Naval-Offshore e Serviços de Niterói. Um novo encontro deve acontecer nos próximos dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói com a posse dos membros dessa comissão.



Informativo CUT RJ

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.