“Não me engana mais, sabemos que Sérgio Moro quer vender a Petrobrás”

Escrito por: FUP • Publicado em: 08/12/2017 - 13:13 • Última modificação: 08/12/2017 - 13:18 Escrito por: FUP Publicado em: 08/12/2017 - 13:13 Última modificação: 08/12/2017 - 13:18

Foto: FUP

Centenas de estudantes e militantes do Levante da Juventude realizaram na manhã desta sexta-feira, 08, um escracho contra a presença do juiz federal Sérgio Moro, em um evento realizado pela diretoria da Petrobrás, na sede da empresa, no Rio de Janeiro. Com cartazes, faixas, paródias, jograis e performances, os jovens denunciaram os impactos da Lava Jato na economia do país e criticaram os métodos e a parcialidade de Moro na condução da operação.

 Além do Levante, participaram do protesto a FUP, seus sindicatos e movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

“Não me engana mais, sabemos que Sérgio Moro quer vender a Petrobrás”, entoavam os jovens, com tambores e percussão, chamando a atenção da população que passava em frente à sede da Petrobrás.

Nem a chuva fina que caiu no início do ato diminuiu a energia dos militantes. Uma das paródias mais animadas foi a que usou o refrão da música “Sua cara”, um dos hits da cantora Anitta, com Pabllo Vittar:

“Juventude em luta pela educação | garantindo o futuro da nação | só com o pré-sal vai ter evolução | prepara, se prepara, a Petrobrás não pode ser privatizada”.

Jessy Dayane, vice-presidente da UNE e integrante da Coordenação Nacional do Levante da Juventude, explicou a importância do escracho contra a presença de Sérgio Moro na sede da principal empresa brasileira, que está sendo vítima do maior ataque e desmonte de sua história, desde que teve início a operação Lava Jato, em março de 2014.  “Estamos aqui para denunciar a atuação do juiz Sérgio Moro na condução da Lava Jato. Esse ato é pra mostrar que esse juiz tem lado, ele serve a interesses políticos do capital estrangeiro, um juiz que tem como objetivo entregar a nossa nação, entregar as riquezas do país, entregar a nossa Petrobrás. Queremos combater a corrupção, mas não aceitamos que vendam a nação”, afirmou.

Ela lembrou que os métodos do juiz responsável pelos julgamentos da Lava Jato foram questionados recentemente pelo ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, durante depoimento à CPI da JBS, no dia 30 de novembro. Ele acusou o melhor amigo e padrinho de casamento de Moro, o também advogado Carlos Zuccolo Júnior, de ter carta branca para negociar com os presos da Lava Jato reduções de penas, multas e outros benefícios, em troca de propinas e de delações direcionadas. Tacla Duran apresentou à CPI cópias periciadas de mensagens de celular trocadas com Zuccolo Júnior, onde ele pedia 1/3 dos honorários “por fora” para garantir os “acordos” paralelos. O advogado, além de padrinho de Sérgio Moro, é também sócio da esposa dele, em um escritório de advocacia em Curitiba.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltou a importância da participação dos jovens nas lutas em defesa da soberania e contra o desmonte do Estado brasileiro. “Vocês têm sido fundamentais nessa aliança que construímos com os movimentos sociais para defender a Petrobrás e o Pré-Sal de entreguistas, como o juiz Sérgio Moro”, declarou o petroleiro. “A vinda de Moro aqui hoje é uma afronta para todos nós. É preciso acabar com essa farsa de que tudo isso que está acontecendo no nosso país, o desemprego, a quebra da indústria nacional, dos estaleiros, a privatização da Petrobrás, tem como pano de fundo o combate à corrupção. O Moro está acabando com a nossa empresa, de caso pensado”, revelou Zé Maria, afirmando que nenhum cidadão de bem é favor da corrupção, “mas não podemos aceitar que o combate à corrupção seja seletivo, que acabe com o Estado brasileiro”, declarou.

“O Moro tinha que devolver à Petrobrás e ao país os milhões de empregos que foram retirados do povo brasileiro”, cobrou o coordenador da FUP, afirmando que a máscara do juiz da Lava Jato está caindo. “A sociedade brasileira está enxergando a cada dia que passa, o quanto essa farsa está prejudicando o país. Não podemos e não vamos continuar assistindo o desmonte da nossa nação de braços cruzados”, avisou. 

Título: “Não me engana mais, sabemos que Sérgio Moro quer vender a Petrobrás”, Conteúdo: Centenas de estudantes e militantes do Levante da Juventude realizaram na manhã desta sexta-feira, 08, um escracho contra a presença do juiz federal Sérgio Moro, em um evento realizado pela diretoria da Petrobrás, na sede da empresa, no Rio de Janeiro. Com cartazes, faixas, paródias, jograis e performances, os jovens denunciaram os impactos da Lava Jato na economia do país e criticaram os métodos e a parcialidade de Moro na condução da operação.  Além do Levante, participaram do protesto a FUP, seus sindicatos e movimentos sociais, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). “Não me engana mais, sabemos que Sérgio Moro quer vender a Petrobrás”, entoavam os jovens, com tambores e percussão, chamando a atenção da população que passava em frente à sede da Petrobrás. Nem a chuva fina que caiu no início do ato diminuiu a energia dos militantes. Uma das paródias mais animadas foi a que usou o refrão da música “Sua cara”, um dos hits da cantora Anitta, com Pabllo Vittar: “Juventude em luta pela educação | garantindo o futuro da nação | só com o pré-sal vai ter evolução | prepara, se prepara, a Petrobrás não pode ser privatizada”. Jessy Dayane, vice-presidente da UNE e integrante da Coordenação Nacional do Levante da Juventude, explicou a importância do escracho contra a presença de Sérgio Moro na sede da principal empresa brasileira, que está sendo vítima do maior ataque e desmonte de sua história, desde que teve início a operação Lava Jato, em março de 2014.  “Estamos aqui para denunciar a atuação do juiz Sérgio Moro na condução da Lava Jato. Esse ato é pra mostrar que esse juiz tem lado, ele serve a interesses políticos do capital estrangeiro, um juiz que tem como objetivo entregar a nossa nação, entregar as riquezas do país, entregar a nossa Petrobrás. Queremos combater a corrupção, mas não aceitamos que vendam a nação”, afirmou. Ela lembrou que os métodos do juiz responsável pelos julgamentos da Lava Jato foram questionados recentemente pelo ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, durante depoimento à CPI da JBS, no dia 30 de novembro. Ele acusou o melhor amigo e padrinho de casamento de Moro, o também advogado Carlos Zuccolo Júnior, de ter carta branca para negociar com os presos da Lava Jato reduções de penas, multas e outros benefícios, em troca de propinas e de delações direcionadas. Tacla Duran apresentou à CPI cópias periciadas de mensagens de celular trocadas com Zuccolo Júnior, onde ele pedia 1/3 dos honorários “por fora” para garantir os “acordos” paralelos. O advogado, além de padrinho de Sérgio Moro, é também sócio da esposa dele, em um escritório de advocacia em Curitiba. O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressaltou a importância da participação dos jovens nas lutas em defesa da soberania e contra o desmonte do Estado brasileiro. “Vocês têm sido fundamentais nessa aliança que construímos com os movimentos sociais para defender a Petrobrás e o Pré-Sal de entreguistas, como o juiz Sérgio Moro”, declarou o petroleiro. “A vinda de Moro aqui hoje é uma afronta para todos nós. É preciso acabar com essa farsa de que tudo isso que está acontecendo no nosso país, o desemprego, a quebra da indústria nacional, dos estaleiros, a privatização da Petrobrás, tem como pano de fundo o combate à corrupção. O Moro está acabando com a nossa empresa, de caso pensado”, revelou Zé Maria, afirmando que nenhum cidadão de bem é favor da corrupção, “mas não podemos aceitar que o combate à corrupção seja seletivo, que acabe com o Estado brasileiro”, declarou. “O Moro tinha que devolver à Petrobrás e ao país os milhões de empregos que foram retirados do povo brasileiro”, cobrou o coordenador da FUP, afirmando que a máscara do juiz da Lava Jato está caindo. “A sociedade brasileira está enxergando a cada dia que passa, o quanto essa farsa está prejudicando o país. Não podemos e não vamos continuar assistindo o desmonte da nossa nação de braços cruzados”, avisou. 



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