Omissão dos bancos faz aumentar a greve dos bancários no Rio

Escrito por: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro • Publicado em: 09/10/2015 - 18:03 Escrito por: Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Publicado em: 09/10/2015 - 18:03

Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

A adesão à greve nacional dos bancários na cidade do Rio de Janeiro continua crescendo. O número de agências paradas passou das 375, ontem (8/10), para 432 hoje (9/10). A paralisação se manteve nos seis prédios administrativos e de atividades meio (dois do Banco do Brasil, dois do Santander, o Bradesco da Pio X e o da Caixa Econômica Federal da Avenida Almirante Barroso). Considerando que há, em média, 15 funcionários por agência, pararam hoje, 6.480 bancários nestas unidades e cerca de 5 mil nos seis prédios, num total de 11.480 bancários.

O quadro nacional da greve será divulgado às 17 horas de hoje pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) a qual são filiados mais de 90% dos sindicatos da categoria no país. A tendência é de crescimento da paralisação frente a não apresentação de nova proposta por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Para a presidente do Sindicato, Adriana Nalesso, não há qualquer motivo para que os bancos continuem com as negociações suspensas e não atendam as justas reivindicações dos bancários. “Os lucros crescentes do sistema financeiro mostram isto. Os cinco maiores bancos do país (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) alcançaram juntos lucro de R$ 36,3 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, 27,3% maior que o resultado obtido em igual período de 2014”, lembrou. Frisou que a principal divergência continua sendo a negativa da Fenaban em manter o modelo de negociação que deu certo nos últimos onze anos, com reposição da inflação, mais ganho real. “Mesmo com lucros recordes, os banqueiros querem voltar a propor um índice menor que a inflação mais um abono que busca esconder uma redução de salário. Um retrocesso que nos está levando à greve ", argumentou.

As reivindicações dos bancários são: reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), participação nos lucros e resultados de três salários mais R$7.246,82, piso de R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último), vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional), melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários, fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. 

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação: pagamento para graduação e pós, prevenção contra assaltos e sequestros (permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação, instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas, abertura e fechamento remoto das agências, e fim da guarda das chaves por funcionários), igualdade de oportunidades, com o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Título: Omissão dos bancos faz aumentar a greve dos bancários no Rio, Conteúdo: A adesão à greve nacional dos bancários na cidade do Rio de Janeiro continua crescendo. O número de agências paradas passou das 375, ontem (8/10), para 432 hoje (9/10). A paralisação se manteve nos seis prédios administrativos e de atividades meio (dois do Banco do Brasil, dois do Santander, o Bradesco da Pio X e o da Caixa Econômica Federal da Avenida Almirante Barroso). Considerando que há, em média, 15 funcionários por agência, pararam hoje, 6.480 bancários nestas unidades e cerca de 5 mil nos seis prédios, num total de 11.480 bancários. O quadro nacional da greve será divulgado às 17 horas de hoje pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) a qual são filiados mais de 90% dos sindicatos da categoria no país. A tendência é de crescimento da paralisação frente a não apresentação de nova proposta por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Para a presidente do Sindicato, Adriana Nalesso, não há qualquer motivo para que os bancos continuem com as negociações suspensas e não atendam as justas reivindicações dos bancários. “Os lucros crescentes do sistema financeiro mostram isto. Os cinco maiores bancos do país (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) alcançaram juntos lucro de R$ 36,3 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, 27,3% maior que o resultado obtido em igual período de 2014”, lembrou. Frisou que a principal divergência continua sendo a negativa da Fenaban em manter o modelo de negociação que deu certo nos últimos onze anos, com reposição da inflação, mais ganho real. “Mesmo com lucros recordes, os banqueiros querem voltar a propor um índice menor que a inflação mais um abono que busca esconder uma redução de salário. Um retrocesso que nos está levando à greve , argumentou. As reivindicações dos bancários são: reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), participação nos lucros e resultados de três salários mais R$7.246,82, piso de R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último), vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional), melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários, fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.  Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação: pagamento para graduação e pós, prevenção contra assaltos e sequestros (permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação, instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas, abertura e fechamento remoto das agências, e fim da guarda das chaves por funcionários), igualdade de oportunidades, com o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).



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