Petroleiros fazem protesto no 13º Leilão da ANP

O leilão aconteceu no Rio de Janeiro nesta quarta (7/10) no hotel Windsor, na Barra da Tij

Escrito por: Sindipetro-RJ • Publicado em: 07/10/2015 - 19:46 Escrito por: Sindipetro-RJ Publicado em: 07/10/2015 - 19:46

Sindipetro-RJ

Estivemos presentes com caminhão de som, fazendo ato na porta do hotel e também dentro no evento. Distribuímos, na entrada e no auditório do hotel, onde acontecia o evento, a cartilha do petróleo e folhetos da campanha. Neste local, centenas de empresários ouviram o protesto dos índios, que foram lá de viva-voz e com seus trajes típicos, defender a mãe natureza e dizer que aquíferos como o Guarani, o maior do mundo, estão ameaçados com a exploração do gás de Fracking, extraído das rochas, jogando no solo resíduos de cerca de 600 produtos químicos que inviabilizam a agricultura e envenenam os lençóis freáticos.

Nenhum país soberano, principalmente os que possuem petróleo, entram na aventura do Fracking com os riscos que ele representa. Os EUA e a China são os impulsionadores da produção desse tipo de gás das rochas. Querem, com uma grande oferta desse tipo de petróleo, derrubar o preço do barril. Porém, os riscos ambientais custarão muito mais caro para a humanidade.

Nos EUA vários estados têm leis que proíbem esse tipo de exploração de petróleo. E o Brasil, provavelmente pressionado pelos EUA e a China, quer entrar nessa aventura, que representa um risco a todo o meio ambiente.

No mesmo auditório do leilão, no hotel, os presentes tiveram que ouvir o protesto dos petroleiros da FNP e do Sindipetro-RJ. 
Falamos que o petróleo no mundo é disputado por guerras e tentativas de derrubadas de governo e era um absurdo a ANP estender tapetes vermelhos para aqueles que vêm aqui se apoderar de nosso ouro negro.

Muito dinheiro foi investido pela Petrobrás nessas áreas, para depois serem ofertadas a estrangeiros e brasileiros representantes de consórcios privados, que compram aquilo que chamamos de “a venda do bilhete premiado”. Riquezas que serviriam para financiar a qualidade de vida das próximas gerações de brasileiros são entregues de “mãos beijadas”.

Encerramos nossa falação dentro do auditório, puxando a palavra de ordem da campanha: “Leilão, leilão, é privatização, o petróleo é nosso e não abrimos mão!”.

Em tempo: aproveitamos a oportunidade para solicitar a todos os petroleiros da base do Rio de Janeiro que permitam o desconto assistencial de um por cento do salário básico, de uma única vez, dos companheiros da ativa, para financiar a campanha do petróleo. Aceitem e recomendem aos companheiros o desconto para causa tão nobre.  

 

 

Título: Petroleiros fazem protesto no 13º Leilão da ANP, Conteúdo: Estivemos presentes com caminhão de som, fazendo ato na porta do hotel e também dentro no evento. Distribuímos, na entrada e no auditório do hotel, onde acontecia o evento, a cartilha do petróleo e folhetos da campanha. Neste local, centenas de empresários ouviram o protesto dos índios, que foram lá de viva-voz e com seus trajes típicos, defender a mãe natureza e dizer que aquíferos como o Guarani, o maior do mundo, estão ameaçados com a exploração do gás de Fracking, extraído das rochas, jogando no solo resíduos de cerca de 600 produtos químicos que inviabilizam a agricultura e envenenam os lençóis freáticos. Nenhum país soberano, principalmente os que possuem petróleo, entram na aventura do Fracking com os riscos que ele representa. Os EUA e a China são os impulsionadores da produção desse tipo de gás das rochas. Querem, com uma grande oferta desse tipo de petróleo, derrubar o preço do barril. Porém, os riscos ambientais custarão muito mais caro para a humanidade. Nos EUA vários estados têm leis que proíbem esse tipo de exploração de petróleo. E o Brasil, provavelmente pressionado pelos EUA e a China, quer entrar nessa aventura, que representa um risco a todo o meio ambiente. No mesmo auditório do leilão, no hotel, os presentes tiveram que ouvir o protesto dos petroleiros da FNP e do Sindipetro-RJ.  Falamos que o petróleo no mundo é disputado por guerras e tentativas de derrubadas de governo e era um absurdo a ANP estender tapetes vermelhos para aqueles que vêm aqui se apoderar de nosso ouro negro. Muito dinheiro foi investido pela Petrobrás nessas áreas, para depois serem ofertadas a estrangeiros e brasileiros representantes de consórcios privados, que compram aquilo que chamamos de “a venda do bilhete premiado”. Riquezas que serviriam para financiar a qualidade de vida das próximas gerações de brasileiros são entregues de “mãos beijadas”. Encerramos nossa falação dentro do auditório, puxando a palavra de ordem da campanha: “Leilão, leilão, é privatização, o petróleo é nosso e não abrimos mão!”. Em tempo: aproveitamos a oportunidade para solicitar a todos os petroleiros da base do Rio de Janeiro que permitam o desconto assistencial de um por cento do salário básico, de uma única vez, dos companheiros da ativa, para financiar a campanha do petróleo. Aceitem e recomendem aos companheiros o desconto para causa tão nobre.      



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