Transpetro e estaleiro traem trabalhadores

Transpetro descumpre acordo com metalúrgicos ao não apresentar a seguradora ao juízo. Estaleiro Eisa Petro Um também foge de suas responsabilidades

Escrito por: William Chaves - Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói • Publicado em: 31/07/2015 - 15:26 • Última modificação: 03/08/2015 - 13:01 Escrito por: William Chaves - Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói Publicado em: 31/07/2015 - 15:26 Última modificação: 03/08/2015 - 13:01

Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói

A audiência sobre dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ), nesta quinta-feira (30), foi suspensa por 30 dias pela presidente do TRT, Desembargadora Maria das Graças Paranhos, já que a Transpetro não levou ao juízo a Seguradora responsável pela garantia de construção dos navios. A Desembargadora salientou o desrespeito das empresas com os trabalhadores e reafirmou que o Tribunal seguirá na análise do dissídio para buscar uma solução na proteção dos trabalhadores.

Além do descumprimento do acordo, a própria Transpetro/Petrobras também descumpriu um pacto firmado durante reunião na direção da Petrobras na última terça-feira (28) em que levaria por escrito uma solução para o impasse nos pagamentos dos trabalhadores. Nesta reunião participaram o presidente do Sindicato e a advogada Dra Daniele Gabrich Gueiros, os deputados federais membros da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, Celso Pansera (PMDB/RJ), Vicente Cândido (PT/SP) e Valternir Pereira (PROS/MT) com os diretores Fernando Kamache, presidente interino da Transpetro, o assessor da presidente da Petrobras Aldemir Bendine, Armando Sérgio Prado de Toledo, e representantes do departamento jurídico da empresa.

Os acontecimentos desta quinta-feira (30) foram classificados pelo Sindicato como uma dura traição aos trabalhadores. O mesmo compromisso de apresentar uma proposta por escrito, sugerido pela própria Petrobras, foi firmado também durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na quarta-feira (29).

“A Transpetro está se lixando para o trabalhador, ela jogou tudo para trás hoje. A Presidência da República tem escolhido muito mal os gestores da empresa. Conseguiram transformar a Petrobras num banco com pensamento apenas em lucro. A função social da Petrobras foi esquecida. Tem alguma coisa muito séria e estranha acontecendo na empresa onde seus diretores não são capazes de honrar suas palavras. Passamos um dia inteiro em reunião com a direção pra chegar hoje e nos surpreender com essa rasteira da Transpetro. Enganaram a nós trabalhadores, aos deputados federais e vão enganar o povo brasileiro. São pessoas a serviço do capital e contrários ao Brasil”, desabafa Edson Rocha, presidente do Sindicato.

O Sindicato também questionou a inércia do Estaleiro Eisa Petro Um e do empresário German Efromovich durante as negociações. A empresa sequer apresenta uma proposta de acordo para solucionar o impasse.

“Já pedimos à Justiça que bloqueie todos os bens do Sr German. Já temos um indicativo que vamos também arrestar todos os ativos dos estaleiros do grupo Sinergy, inclusive o Estaleiro Brasa, o Eisa Ilha, Mauá, entre outros. Não dá para o trabalhador ficar mais tempo sem receber o dinheiro”, disse Edson.

Título: Transpetro e estaleiro traem trabalhadores, Conteúdo: A audiência sobre dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ), nesta quinta-feira (30), foi suspensa por 30 dias pela presidente do TRT, Desembargadora Maria das Graças Paranhos, já que a Transpetro não levou ao juízo a Seguradora responsável pela garantia de construção dos navios. A Desembargadora salientou o desrespeito das empresas com os trabalhadores e reafirmou que o Tribunal seguirá na análise do dissídio para buscar uma solução na proteção dos trabalhadores. Além do descumprimento do acordo, a própria Transpetro/Petrobras também descumpriu um pacto firmado durante reunião na direção da Petrobras na última terça-feira (28) em que levaria por escrito uma solução para o impasse nos pagamentos dos trabalhadores. Nesta reunião participaram o presidente do Sindicato e a advogada Dra Daniele Gabrich Gueiros, os deputados federais membros da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, Celso Pansera (PMDB/RJ), Vicente Cândido (PT/SP) e Valternir Pereira (PROS/MT) com os diretores Fernando Kamache, presidente interino da Transpetro, o assessor da presidente da Petrobras Aldemir Bendine, Armando Sérgio Prado de Toledo, e representantes do departamento jurídico da empresa. Os acontecimentos desta quinta-feira (30) foram classificados pelo Sindicato como uma dura traição aos trabalhadores. O mesmo compromisso de apresentar uma proposta por escrito, sugerido pela própria Petrobras, foi firmado também durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na quarta-feira (29). “A Transpetro está se lixando para o trabalhador, ela jogou tudo para trás hoje. A Presidência da República tem escolhido muito mal os gestores da empresa. Conseguiram transformar a Petrobras num banco com pensamento apenas em lucro. A função social da Petrobras foi esquecida. Tem alguma coisa muito séria e estranha acontecendo na empresa onde seus diretores não são capazes de honrar suas palavras. Passamos um dia inteiro em reunião com a direção pra chegar hoje e nos surpreender com essa rasteira da Transpetro. Enganaram a nós trabalhadores, aos deputados federais e vão enganar o povo brasileiro. São pessoas a serviço do capital e contrários ao Brasil”, desabafa Edson Rocha, presidente do Sindicato. O Sindicato também questionou a inércia do Estaleiro Eisa Petro Um e do empresário German Efromovich durante as negociações. A empresa sequer apresenta uma proposta de acordo para solucionar o impasse. “Já pedimos à Justiça que bloqueie todos os bens do Sr German. Já temos um indicativo que vamos também arrestar todos os ativos dos estaleiros do grupo Sinergy, inclusive o Estaleiro Brasa, o Eisa Ilha, Mauá, entre outros. Não dá para o trabalhador ficar mais tempo sem receber o dinheiro”, disse Edson.



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