Vem aí o Congresso do Povo Brasileiro!

Um congresso que terá a missão de reunir mais de 100 mil pessoas, em julho, no Rio de Janeiro, construindo com suas mãos e ideias o destino do Brasil.

Escrito por: Frente Brasil Popular RJ • Publicado em: 13/03/2018 - 14:33 • Última modificação: 13/03/2018 - 16:15 Escrito por: Frente Brasil Popular RJ Publicado em: 13/03/2018 - 14:33 Última modificação: 13/03/2018 - 16:15

Divulgação

O que é o Congresso do Povo Brasileiro?

A Frente Brasil Popular, lançada em setembro de 2015, nasceu como uma aposta de parcelas da esquerda brasileira para a construção de uma agenda política comum, sendo um polo aglutinador das mais variadas organizações do povo e impulsionador de lutas de massas no país. No último período, a partir do esforço e generosidade da militância envolvida, a Frente Brasil Popular se consolidou como a principal ferramenta de unidade da esquerda brasileira.

Nesses dois anos e meio, não tiramos o pé das lutas mais decisivas contra o golpe de Estado de 2016 e seu programa, sempre em defesa do povo trabalhador e de nossa soberania nacional. Avançamos numa leitura unitária sobre o período atual, que se desdobrou num incansável calendário de lutas – a grande maioria, em conjunto com a Frente Povo Sem Medo. Sofremos com muitos retrocessos, mas esse acúmulo foi decisivo para impor derrotas aos nossos inimigos, como na reforma da previdência.

Esse caldo todo nos fez entender, também, qual é nossa principal fraqueza. Conseguimos recolocar a esquerda organizada marchando lado a lado, é verdade, mas isso é pouco pros nossos desafios! Se o lado de lá tem todas as armas nas mãos (Executivo, Legislativo, Judiciário, Mídia, e por aí vai), nossa única munição é o povo. E o povo ainda está assistindo, não se sente parte da luta política; nós só temos levado às ruas “os de sempre”.

Por isso, estamos lançando o Congresso do Povo Brasileiro! Não é uma conferência da Frente ou encontro dos militantes de esquerda: um congresso que terá a missão de reunir mais de 100 mil pessoas, em julho, no Rio de Janeiro, construindo com suas mãos e ideias o destino do Brasil.

A proposta é de se desafiar a fazermos um grande mutirão de trabalho de base: nas cidades, nos bairros, nas praças, igrejas e escolas, não levar nossas ideias de sempre, mas ouvir o povo! Temos de reunir todas as pessoas dispostas a pensar o Brasil para a construção de uma reflexão coletiva: quais são os nossos problemas? Quem são os nossos inimigos? Como enfrenta-los? Quais as soluções que queremos?

Isso nos ajuda a entender os principais objetivos do congresso: construir espírito de ànimo nos lutadores e lutadoras do povo; ter um saldo político-social, elevando o nível de consciência das massas; outro, político-organizativo, enraizando a Frente Brasil Popular formando novos comitês, criando referência de organização popular; e produzir sínteses que contribuam na construção de um Projeto Nacional e um Programa Estratégico para a esquerda brasileira.

A partir dos objetivos, fica evidente que mais importante do que o resultado é o processo! O caminho percorrido – através das etapas municipais, regionais e estaduais do congresso – é o fundamental. Assim, estamos marcando o Curso de Formação de Formadores, no dia 7 de abril (sábado), que deverá reunir lideranças de todos os municípios que pudermos alcançar, que voltarão para suas cidades com a tarefa de dar o pontapé na preparação em seus territórios.

 

 Qual é o papel do sindicalismo nessa história?

O sindicalismo forjado na luta pela redemocratização é um dos atores decisivos na defesa da classe trabalhadora. Nos últimos anos, através dos maiores números de greves já registradas, conquistaram um grande número de vitórias para as categorias. Porém, hoje tem sua capacidade organizativa ameaçada por ataques do governo golpista.

Entendemos que o Congresso do Povo só terá êxito se contar com participação ativa do sindicalismo organizado, tendo em vista sua capilaridade sobre os trabalhadores e trabalhadoras. Vale lembrar, a Greve Geral de 28 de abril de 2017 foi provavelmente o único momento em que furamos a bolha de nossa capacidade de mobilização.

E aí estamos falando de uma participação que não diz respeito apenas às tradicionais lideranças sindicais: precisamos da base dos sindicatos atuando nesse processo! Esse terá de ser um movimento duplo, em que os sindicatos mobilizam suas bases para a construção de um projeto para o Brasil, assim como também poderá utilizar do Congresso do Povo como ferramenta para ampliar sua influência. Será, ainda, uma oportunidade de ouro para o sindicalismo unificar a luta econômica à luta política mais ampla, avançando na classe para além das reivindicações imediatas.

 

E como a CUT-RJ pode contribuir?

Se o desafio é grande para a totalidade do sindicalismo, para a CUT-RJ é ainda maior – e, na mesma medida, seus frutos serão os maiores. O Congresso será no Rio de Janeiro, o que amplia a importância do envolvimento dos sindicatos cutistas: por um lado, o Congresso só alcançará seus objetivos com a participação da classe trabalhadora organizada na CUT; por outro, a central terá a chance de atingir os setores do povo que, hoje, não veem a sindicalização como alternativa no mundo do trabalho.

Nessa caminhada, nossos objetivos caminham para o mesmo lugar: é hora de trabalhar pela base, mais e mais pela base! Só o povo organizado pode tomar as rédeas desse país.

Título: Vem aí o Congresso do Povo Brasileiro!, Conteúdo: O que é o Congresso do Povo Brasileiro? A Frente Brasil Popular, lançada em setembro de 2015, nasceu como uma aposta de parcelas da esquerda brasileira para a construção de uma agenda política comum, sendo um polo aglutinador das mais variadas organizações do povo e impulsionador de lutas de massas no país. No último período, a partir do esforço e generosidade da militância envolvida, a Frente Brasil Popular se consolidou como a principal ferramenta de unidade da esquerda brasileira. Nesses dois anos e meio, não tiramos o pé das lutas mais decisivas contra o golpe de Estado de 2016 e seu programa, sempre em defesa do povo trabalhador e de nossa soberania nacional. Avançamos numa leitura unitária sobre o período atual, que se desdobrou num incansável calendário de lutas – a grande maioria, em conjunto com a Frente Povo Sem Medo. Sofremos com muitos retrocessos, mas esse acúmulo foi decisivo para impor derrotas aos nossos inimigos, como na reforma da previdência. Esse caldo todo nos fez entender, também, qual é nossa principal fraqueza. Conseguimos recolocar a esquerda organizada marchando lado a lado, é verdade, mas isso é pouco pros nossos desafios! Se o lado de lá tem todas as armas nas mãos (Executivo, Legislativo, Judiciário, Mídia, e por aí vai), nossa única munição é o povo. E o povo ainda está assistindo, não se sente parte da luta política; nós só temos levado às ruas “os de sempre”. Por isso, estamos lançando o Congresso do Povo Brasileiro! Não é uma conferência da Frente ou encontro dos militantes de esquerda: um congresso que terá a missão de reunir mais de 100 mil pessoas, em julho, no Rio de Janeiro, construindo com suas mãos e ideias o destino do Brasil. A proposta é de se desafiar a fazermos um grande mutirão de trabalho de base: nas cidades, nos bairros, nas praças, igrejas e escolas, não levar nossas ideias de sempre, mas ouvir o povo! Temos de reunir todas as pessoas dispostas a pensar o Brasil para a construção de uma reflexão coletiva: quais são os nossos problemas? Quem são os nossos inimigos? Como enfrenta-los? Quais as soluções que queremos? Isso nos ajuda a entender os principais objetivos do congresso: construir espírito de ànimo nos lutadores e lutadoras do povo; ter um saldo político-social, elevando o nível de consciência das massas; outro, político-organizativo, enraizando a Frente Brasil Popular formando novos comitês, criando referência de organização popular; e produzir sínteses que contribuam na construção de um Projeto Nacional e um Programa Estratégico para a esquerda brasileira. A partir dos objetivos, fica evidente que mais importante do que o resultado é o processo! O caminho percorrido – através das etapas municipais, regionais e estaduais do congresso – é o fundamental. Assim, estamos marcando o Curso de Formação de Formadores, no dia 7 de abril (sábado), que deverá reunir lideranças de todos os municípios que pudermos alcançar, que voltarão para suas cidades com a tarefa de dar o pontapé na preparação em seus territórios.    Qual é o papel do sindicalismo nessa história? O sindicalismo forjado na luta pela redemocratização é um dos atores decisivos na defesa da classe trabalhadora. Nos últimos anos, através dos maiores números de greves já registradas, conquistaram um grande número de vitórias para as categorias. Porém, hoje tem sua capacidade organizativa ameaçada por ataques do governo golpista. Entendemos que o Congresso do Povo só terá êxito se contar com participação ativa do sindicalismo organizado, tendo em vista sua capilaridade sobre os trabalhadores e trabalhadoras. Vale lembrar, a Greve Geral de 28 de abril de 2017 foi provavelmente o único momento em que furamos a bolha de nossa capacidade de mobilização. E aí estamos falando de uma participação que não diz respeito apenas às tradicionais lideranças sindicais: precisamos da base dos sindicatos atuando nesse processo! Esse terá de ser um movimento duplo, em que os sindicatos mobilizam suas bases para a construção de um projeto para o Brasil, assim como também poderá utilizar do Congresso do Povo como ferramenta para ampliar sua influência. Será, ainda, uma oportunidade de ouro para o sindicalismo unificar a luta econômica à luta política mais ampla, avançando na classe para além das reivindicações imediatas.   E como a CUT-RJ pode contribuir? Se o desafio é grande para a totalidade do sindicalismo, para a CUT-RJ é ainda maior – e, na mesma medida, seus frutos serão os maiores. O Congresso será no Rio de Janeiro, o que amplia a importância do envolvimento dos sindicatos cutistas: por um lado, o Congresso só alcançará seus objetivos com a participação da classe trabalhadora organizada na CUT; por outro, a central terá a chance de atingir os setores do povo que, hoje, não veem a sindicalização como alternativa no mundo do trabalho. Nessa caminhada, nossos objetivos caminham para o mesmo lugar: é hora de trabalhar pela base, mais e mais pela base! Só o povo organizado pode tomar as rédeas desse país.



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